Queda de compulsório cria clima para crescimento, diz CUT

A redução do depósito compulsório anunciada hoje pelo Banco Central (BC) foi comemorada pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, que considera a medida como mais uma iniciativa do governo federal para garantir a retomada do crescimento econômico. "Temos sinais mais claros da formação de um clima favorável para a retomada do crescimento econômico a partir desse segundo semestre", afirmou à Agência Estado. "Além da queda do compulsório, que tem um efeito mais imediato sobre o crédito, e da sinalização de juros declinantes para os próximos meses, o governo lançou programas capazes de estimular um pouco mais a economia, caso do microcrédito e dos financiamentos para agricultura familiar", citou. O sindicalista avaliou que outras medidas a serem anunciadas nos próximos dias pelo governo deverão fortalecer um pouco mais o cenário positivo. "Até o final do mês o governo deve editar a medida provisória que prevê desconto em folha de pagamento de empréstimos tomados por trabalhadores. Isso vai baratear os financiamentos e estimular a economia", estimou. Outro ponto citado pelo sindicalista é o avanço das negociações de acordos setoriais, como o efetivado no setor automotivo, com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em três pontos porcentuais. "Estamos em fase de negociação e logo teremos novidades", limitou-se a dizer. Para complementar as ações de incentivo à atividade econômica, Marinho sugeriu ao governo a retomada dos investimentos em setores de infra-estrutura, especialmente em construção civil, saneamento básico, estradas e transportes e logística. "São os setores que respondem mais rapidamente com geração de emprego aos investimentos. Além disso, precisamos investir em logística para darmos condições de as exportações crescerem", justificou.

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