Queda de Dilma em pesquisa anima Bolsa e ações sobem quase 3%

Após a divulgação do resultado da pesquisa Datafolha, que mostrou piora na avaliação do governo, Bovespa subiu puxada pelas estatais Petrobrás e Eletrobras

Reuters

06 de junho de 2014 | 12h25

O principal índice da Bovespa subiu quase 3% nesta sexta-feira, 6, com investidores voltando ao mercado após pesquisa do Datafolha sobre as eleições de outubro mostrar queda das intenções de voto na presidente Dilma Rousseff e piora na avaliação do governo.

Às 11h53, o Ibovespa subia 2,68%, a 52.940 pontos. Mais cedo, o índice chegou a subir 3,1%. O giro financeiro do pregão era de R$ 2,9 bilhões, com forte volume projetado para o fim do dia.

As ações de companhias estatais disparavam para as posições de maiores altas do índice: os papéis da Petrobrás e da Eletrobras subiam cerca de 5%, enquanto Banco do Brasil ganhava mais de 4%. Mas a alta do índice era generalizada. Apenas duas das 71 ações do Ibovespa caíam, Cesp e Kroton.

O levantamento do Datafolha mostrou queda de 3 pontos porcentuais da presidente Dilma Rousseff, para 34% das intenções de voto, enquanto seu principal adversário, Aécio Neves, perdeu 1 ponto porcentual, para 19%. O Datafolha apontou ainda que a avaliação do governo piorou.

Analistas da XP Investimentos disseram que a notícia é positiva para a Bolsa, uma vez que o mercado recuou na véspera em meio a rumores de que as intenções de voto de Dilma ficariam ao redor de 40%.

"Ainda tivemos que a diferença no segundo turno entre Dilma e Aécio foi para apenas 8% e a rejeição de Aécio e Eduardo Campos caiu", apontou a Elite Corretora.

Segundo o analista Raphael Figueredo, da Clear Corretora, a pesquisa fez com que os investidores voltassem a se animar e tomassem mais ativos de risco em seus portfólios. Esse movimento levava o Ibovespa testar resistência na faixa dos 53 mil pontos.

"Mas o mercado encontrou dificuldade para subir ao longo de toda a semana e teve giro fraco. A alta tem que ser vista com um pé atrás", afirmou, acrescentando que a liquidez deve ser prejudicada na semana que vem com o início da Copa do Mundo.

Agentes financeiros têm comemorado a queda da presidente Dilma nas pesquisas, em meio à expectativa de mudanças na condução da política econômica e menor intevenção em companhias estatais após as eleições.

No exterior, o principal indicador no radar do mercado era o relatório de emprego de maio dos Estados Unidos, que contribuía para o bom humor nesta sexta. O documento mostrou que empregadores mantiveram um ritmo sólido de contratações, retornando o emprego ao nível pré-recessão e oferecendo a confirmação de que a economia se recuperou de seu declínio no inverno.

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