Queda de juros não resolve problema da economia, diz Dirceu

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse que a velocidade de redução dos juros e a obtenção de superávit primário nas contas públicas não são problemas do FMI. "São a garantia para os credores de que eles vão receber", afirmou durante café da manhã com a bancada nordestina na Câmara. "São uma equação que o governo procura resolver". José Dirceu disse, ainda, que as dificuldades do País não se encerram nos primeiros nove meses de governo. "Temos de ter clareza se nós queremos que o Brasil tenha desenvolvimento sustentado", afirmou, manifestando otimismo. "Vamos passar por essas dificuldades que estamos passando", previu. "Não são nove meses, não. São de seis a 18 meses. Nós não escolhemos a hora de nós governarmos. Estamos governando e temos de governar. Isso significa fazer contingenciamento de R$ 14 bilhões, elevar juros e ter superávit de 4,25% do PIB, que vai para o ano que vem. A redução dos juros não resolve o problema da economia. Não vamos nos iludir".

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