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Queda de juros tira até R$ 50 bi de investidores

A polêmica mudança na caderneta de poupança foi apenas o primeiro capítulo de uma revolução que já está em curso no sistema financeiro do Brasil e afetará bancos, empresas e o cidadão comum. O pano de fundo é a queda da taxa básica de juros, a Selic, para níveis historicamente baixos. Embora seja há anos uma demanda da sociedade, a tendência de redução também deixará muita gente insatisfeita.

Agencia Estado

25 de maio de 2009 | 07h37

Não é difícil entender por quê. Nas contas do especialista em finanças públicas Amir Khair, ex-secretário de Finanças do Município de São Paulo, a diferença entre a Selic média deste ano projetada pelo mercado e a que vigorou em 2008 resultará em uma economia de até R$ 50 bilhões para os cofres públicos. Outros especialistas, como o economista-chefe da Corretora Novação, Fernando Montero, falam em R$ 15 bilhões. Diferenças metodológicas sobre o cálculo à parte, o fato é que esses números podem ser interpretados de outra maneira: uma cifra bilionária deixará de engordar as contas bancárias dos detentores de títulos da dívida governamental.

Os analistas explicam que, além dos titulares de cadernetas de poupança, já estão sentindo - ou sentirão em breve - os efeitos do juro menor os fundos de pensão, os fundos de investimento, os bancos e os setores da economia "real" acostumados a ganhar muito com operações financeiras, como o varejo. "Está enraizada no brasileiro a cultura de uma rentabilidade alta com o juro", diz o professor Otto Nogami, do Insper (ex-Ibmec São Paulo). "Quem quiser rendimento maior, vai ter de arriscar", completa o professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP Simão Silber. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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