Queda de preço está no fim, diz Schneider

O fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis desde o início de abril deve ser sentido pelo consumidor no fim deste mês ou no início de maio. A previsão foi feita ontem pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider.

Renata Veríssimo / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2010 | 00h00

Ele destaca, porém, que o aumento no preço final do veículo dependerá da política de vendas de cada montadora e de cada concessionária, "dentro da lógica de guerra comercial". "O efeito começará a ser sentido no final de abril e início de maio. Isso não significa que não vai ter promoção. Mas o que a gente vê é que este processo (de redução de preço por causa do IPI) está no final", disse Schneider, que participou da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília.

Segundo o presidente da Anfavea, algumas concessionárias reforçaram os estoques em março, quando ainda havia redução do tributo, o que tem permitido a manutenção dos preços. De acordo com Schneider, ainda como reflexo das vendas de março, diariamente quase 14 mil veículos são licenciados em todo o País.

Autopeças. Schneider defendeu cautela na discussão sobre o aumento do Imposto de Importação de autopeças, usadas pelas montadoras na linha de produção, Segundo ele, é preciso levar em conta os investimentos realizados pelo setor com base no atual marco regulatório.

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