Queda de preços nos combustíveis não inclui gasolina e diesel

A queda de preços anunciada esta semana pela Petrobras para quatro tipo de combustíveis não será estendida à gasolina e ao diesel, pelo menos por enquanto. A redução, que variou de 8,8% a 15,4%, motivada pelo recuo dos preços no mercado internacional, ainda não atingiu os dois combustíveis que afetam mais diretamente o bolso do consumidor. "Em relação à gasolina e ao diesel, nossos preços ainda estão um pouquinho abaixo do nível competitivo internacional", afirmou o gerente executivo de Marketing e Comercialização da Petrobras, Carlos Ney.Ele não afastou a hipótese de que a queda chegue a estes combustíveis "se o mercado continuar a cair", mas reiterou que é preciso um acompanhamento mais detalhado das reações do mercado internacional. Ney não concorda com a opinião de alguns analistas que apontam uma defasagem de até 9% para o preços da gasolina e 30% para o diesel, em relação aos fixados no exterior. Ele argumenta que, neste tipo de comparação, os especialistas costumam usar apenas uma base de referência, geralmente os preços do Golfo do México. "Para se ter uma idéia, no caso do diesel, importamos de 22 frente diferentes", exemplificou.Ney não quis comentar o fato de que a gasolina e o diesel impactam mais diretamente o índice de inflação ao consumidor, enquanto os outros combustíveis não tem um peso significativo na taxa. "Estas são políticas de governo que não me cabem analisar. Falando estritamente sob o aspecto técnico, posso dizer que acompanhamos os preços no mercado internacional, mas não trabalhamos com variações diárias para as decisões sobre reajustes, para cima ou para baixo", afirmou. Ele admitiu que para a gasolina e o diesel a estatal tem adotado uma postura "mais conservadora".Os produtos que tiveram redução de preço a partir do dia 1º deste mês foram querosene de aviação (15,4%), óleo combustível (12%), nafta (10,4%) e GLP industrial (8,8%). Carlos Ney lembrou que, ao contrário da gasolina e do diesel, que tiveram seus preços congelados em meados do ano passado, estes combustíveis sofreram reajustes mensais, quase sempre com aumento de preço.

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