Queda do compulsório tem efeito "psicológico", avalia Abrasca

O presidente da Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas), Alfried Plöger, considera que a redução na alíquota do compulsório sobre depósitos à vista ? parcela de recursos que os bancos devem recolher ao Banco Central ? de 60% para 45% terá um efeito "psicológico" positivo ao indicar a tendência de redução nas taxas de juros. Segundo o empresário, a medida demonstra que a diretoria do Banco Central "sentiu a barra" da insatisfação da sociedade com a redução de apenas 1,5 ponto porcentual na Selic, a taxa básica de juros da economia ? de 26% ao ano para 24,50% ao ano -, decidida na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 22 e 23 de julho. "A reclamação foi generalizada e o Banco Central ficou na obrigação de fazer algo", diz Plöger. Para ele, a demanda por crédito está fraca por conta da paralisação da economia e dos altos juros praticados nos empréstimos. Ele acrescenta, no entanto, que a redução na alíquota do compulsório sinaliza uma tendência de continuidade na queda nos juros na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 19 e 20 de agosto.

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