Queda do desemprego das mulheres é mais lenta

A redução no desemprego entre as mulheres foi mais lenta que a dos homens em 2005 na Região Metropolitana de São Paulo, o que resultou no aumento da diferença entre as taxas destes grupos, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Fundação Seade, com apoio do Conselho Estadual da Condição Feminina. De acordo com o estudo, entre 2004 e o ano passado, a taxa de desemprego total das mulheres diminuiu de 21,5% para 19,7% da População Economicamente Ativa (PEA) e atingiu o menor nível desde 1998, mas o decréscimo foi menos intenso que o verificado entre os homens, cuja taxa passou de 16,3% para 14,4%.Com esse movimento, as mulheres, que representavam 52,9% do total de desempregados da região em 2004, passaram a corresponder a 54,0% em 2005, mantendo-se como maioria, em relação aos homens, desde 2000. Já a taxa de participação feminina na região - proporção de mulheres com dez anos de idade ou mais na situação de ocupadas ou desempregadas - permaneceu estável entre 2004 e 2005 em 55,5%. O levantamento destacou que, embora no maior patamar desde o início da pesquisa (em 1985), é a primeira vez, nos últimos dez anos, que essa taxa não apresentou crescimento. Entre os homens, a taxa de participação manteve trajetória declinante, ao passar de 73,0%, em 2004, para 72,4%, em 2005.Na avaliação da Fundação Seade, como em 2004, a redução da taxa de desemprego total das mulheres resultou basicamente do crescimento do nível ocupacional. No ano passado, o estudo constatou alta de 4,2% neste indicador, o que manteve a trajetória de crescimento pelo sétimo ano consecutivo e repetiu o bom desempenho de 2004 (4,1%). "Como a proporção feminina no mercado de trabalho permaneceu estável e seu nível de ocupação ampliou-se, o decréscimo do desemprego indica que parcela das desempregadas conseguiu ocupar-se", observaram os técnicos da fundação.RendimentoEm contraste com o bom desempenho do nível de ocupação feminina, em 2005, o estudo da Fundação Seade constatou que o rendimento médio por hora das mulheres ocupadas diminuiu 2,1%, enquanto o dos homens aumentou ligeiramente (0,7%).Com isso, o valor recebido pelas mulheres (R$ 4,87) passou a corresponder a 75,6% do recebido pelos homens (R$ 6,44).Por posição na ocupação, o rendimento médio real por hora diminuiu entre as assalariadas (1,3%) e as empregadoras (11,1%), mas elevou-se entre as trabalhadoras autônomas (2,8%) e domésticas (3,2%). Entre os homens, o aumento do rendimento horário médio foi praticamente generalizado, mas com intensidades diferenciadas.A menor diferença entre os rendimentos feminino e masculino foi encontrada em Serviços, setor em que a remuneração das mulheres equivalia a 98,4% da dos homens, em 2004, passando para 92,1%, em 2005. Em compensação, na Indústria permanece a maior desigualdade, uma vez que as mulheres tinham apenas 61,8% do rendimento masculino, em 2004, passando pra 61,2%, em 2005.

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