finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Queda do desemprego segue ritmo lento

Número de maio veio abaixo do esperado por analistas, em meio a um mês de típicas contratações sazonais

Tiago Cabral Barreira, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2018 | 04h00

A taxa de desemprego observada em maio pela Pnad registrou a segunda queda seguida do ano. O recuo representa uma continuidade da trajetória de recuperação lenta e gradual do mercado de trabalho, iniciada em abril de 2017 (após o pico de 13,7% em março de 2017). 

+ Taxa de desemprego cai para 12,7% no trimestre encerrado em maio

Contudo, o número de maio veio abaixo do esperado por analistas, em meio a um mês de típicas contratações sazonais. Com o resultado dessazonalizado, o desemprego se manteve estagnado. Nota-se ainda que a saída de pessoas da População Economicamente Ativa tem sido um dos principais motores da queda do desemprego este ano. Enquanto isso, o fraco crescimento da população ocupada desde janeiro, muito dependente de vínculos informais e precarizados, ainda não tem dado sinais de aceleração mais acentuados do emprego formal. 

A greve dos caminhoneiros em maio teve efeitos negativos. Porém, não foi sentida nitidamente no resultado de desemprego do mês, por dois fatores. O primeiro pelo fato de o nível de desemprego da Pnad ser uma média móvel trimestral. O segundo pelo fato de a Pnad ser uma pesquisa realizada no domicílio do empregado, diferentemente do Caged, declaradas no estabelecimento do empregador. Com isso, a Pnad tende a apresentar defasagem entre o ato e a declaração de demissão, de modo que os efeitos da greve devem ser perceptíveis na próxima pesquisa.

Apesar de a greve ter acentuado o ambiente de pessimismo, esperamos uma trajetória relativamente constante do mercado de trabalho para os próximos trimestres. Uma piora do desemprego dependerá de cenários de crescimento de PIB piores. E dado um cenário de crescimento esperado de 1,9% em 2018, estima-se que o desemprego deva seguir trajetória de lenta queda até alcançar 10,9% em dezembro.

PESQUISADOR DO IBRE/FGV

Tudo o que sabemos sobre:
emprego e desemprego [trabalho]

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.