Queda do dólar já reduziu saldo comercial do Brasil

Superávit comercial em novembro registra queda de 11,8% em relação à média diária de novembro de 2006

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

19 de novembro de 2007 | 18h00

O dólar barato está levando à queda do saldo da balança comercial. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 19, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o superávit comercial em novembro registra uma queda de 11,8% em relação à média diária de novembro de 2006. O ritmo forte das importações tem reduzido o saldo, que, no ano, já é 10,8% menor que em 2006. As exportações acumulam US$ 139,28 bilhões no ano, com alta de 15,5%, e as importações, US$ 103,48 bilhões, uma expansão de 28,7%, resultando em um saldo positivo de US$ 35,80 bilhões.  Na terceira semana de novembro, a balança apresentou exportações de US$ 2,67 bilhões e importações de US$ 1,98 bilhão, resultando em superávit de US$ 693 milhões. Com isso, as vendas externas subiram para US$ 6,91 bilhões no mês e as importações, para US$ 5,49 bilhões, com superávit de US$ 1,42 bilhão.  A média diária das importações em novembro é de US$ 549 milhões, 26,8% acima da média de 2006 enquanto as exportações, com média diária de US$ 691,9 milhões, têm alta de 16,3%. Aumentaram as importações, principalmente, com aeronaves e peças, automóveis e partes, siderúrgicos, equipamentos mecânicos, instrumentos de ótica e precisão, plásticos e obras, adubos e fertilizantes.  Nas exportações, houve aumento das vendas nas três categorias de produtos. Os embarques de básicos subiram 25,8%, por conta de milho em grão, fumo em folhas, soja em grão, carnes suína e de frango, algodão em bruto e petróleo em bruto. Os manufaturados aumentaram 14,6%, puxados pelos embarques de gasolina, óleos combustíveis, aviões, pneumáticos, automóveis, suco de laranja congelado, veículos de carga, tratores e motores e geradores. As exportações de semimanufaturados cresceram 4,4%, principalmente, catodos de cobre, óleo de soja em bruto, ferro-ligas e celulose.

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