Queda do euro barateia viagem à Europa

Pacotes de 15 dias estão, em média, 20% mais baratos na comparação com os valores do mesmo período do ano passado

Roberta Scrivano e Nívea Terumi, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2010 | 00h00

Há um ano, viajar para a Europa por 15 dias custava R$ 4 mil. Hoje, o preço de um pacote similar é de R$ 3,3 mil. O motivo para a redução de 21% no preço é simples: o enfraquecimento do euro diante do real.

Os valores das passagens são os mesmos se vistos em euro, mas, quando convertidos para o real, surge o desconto, conforme explica o diretor administrativo da Associação Brasileiras das Operadoras de Turismo (Braztoa), Manuel Nogueira. "Também há desconto nos hotéis, porque a Europa está em crise e quer atrair os turistas", diz ele.

Para aproveitar esses preços e encontrar outros benefícios, a professora de Hotelaria do Senac Laura Santi recomenda a compra da passagem aérea por meio de um agente de viagens. "Somente ele tem acesso a uma série de ferramentas que irão garantir, por exemplo, o limite de bagagem internacional, mesmo nos trechos internos, ao longo de sua viagem", ensina.

A demanda nacional por passagens à Europa foi tanta desde o início da turbulência financeira do continente que, até meados de agosto, não há mais opções disponíveis, conta Nogueira. "Por isso, é importante planejar a viagem e comprar as passagens ou pacotes com antecedência, sobretudo neste momento de redução no preço."

Além de os preços de pacotes estarem mais em conta, alimentação e produtos estão mais baratos. "A hora de ir para a Europa é agora", afirma Alípio Camanzano, CEO da Decolar,

Para as compras no exterior, o cartão pré-pago pode ser uma opção para controlar melhor os gastos. O Visa Travel Money (VTM) pode ser comprado em casas de câmbio e é recarregável nas principais moedas. Ele funciona como um cartão de débito normal, e não cobra pelas transações, exceto saques (US$ 2 por operação). O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado também é menor do que no cartão de crédito: 0,38%, mas há um limite de carregamento anual de US$ 30 mil.

Cuidado. Ao usar o cartão de crédito fora do País, especialistas recomendam cuidado, sobretudo com as tarifas cobradas nas transações. Lembre-se de que todas as movimentações que fizer serão taxadas em 2,38% de IOF.

Trocar o dinheiro em moeda local antes de chegar ao destino é uma das recomendações dos especialistas. "Se você comprar dólares aqui para então trocar por euros na Europa, perderá duas vezes na conversão, além de ficar sujeito ao "câmbio negro" que o vendedor estabelecerá", explica Paulo Della Volpe, da Confidence Câmbio.

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