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Queda do PIB não deve se repetir no 1º tri de 2009, diz Ipea

Instituto prepara previsões dos principais indicadores econômicos para o ano; Pochmann não quis adiantar PIB

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

12 de março de 2009 | 17h11

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, disse nesta quinta-feira, 12, que sua "expectativa não é de termos recessão no ano". O Ipea está preparando previsões dos principais indicadores econômicos para o ano e Pochmann não quis adiantar uma projeção para o PIB, mas contou que ele, pessoalmente, não espera que este primeiro trimestre traga uma taxa negativa e, nesse sentido, acha "difícil" que haja uma recessão técnica.

 

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"Não acreditamos que o que ocorreu no último trimestre do ano passado se repetirá este ano", afirmou em entrevista coletiva no Ipea no Rio, referindo-se à queda de 3,6% no PIB do quarto trimestre de 2008 na margem. Ele ressalvou, no entanto, que esta não é uma afirmação com certeza. "Estamos falando de expectativas. Nós não trabalhamos que o último trimestre vá se reproduzir no primeiro trimestre, mas não é que não vá se reproduzir", disse.

 

Fatores que não se repetiriam no primeiro trimestre deste ano influíram para a queda do PIB no quarto trimestre do ano passado, na avaliação de Pochmann. Seria o caso de um ajuste de estoques que considera já realizado, remessas de recursos de subsidiárias brasileiras de empresas transnacionais para as matrizes em outros países e efeitos das altas da taxa de juros Selic decididas no primeiro semestre.

 

Pochmann argumentou que há uma defasagem de tempo de quatro a sete meses entre a decisão de aumentar os juros e seu efeito sobre a atividade econômica. "A (alta) da taxa de juros se manifestou mais no quarto trimestre do ano passado, mas já ocorreu. Não ocorrerá mais neste trimestre", disse.

 

Ele espera, porém, que a redução de juros realizada nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central tenha um efeito imediato sobre as expectativas, em sentido positivo. "Não tivemos redução de juros no último trimestre. Tivemos neste", disse, referindo-se aos cortes de 1 ponto porcentual na Selic em janeiro e mais 1,5 ponto porcentual em março.

 

Também falou da atuação de governos, citando medidas como o aumento do salário mínimo. "Estamos vendo ação dos governos federal, estaduais e municipais. Aparentemente, ainda é insuficiente, mas está acontecendo", afirmou. Ele observou, porém, que nem todas as medidas fazem efeito imediatamente. "Reduzir impostos, aumentar salário mínimo faz efeito imediatamente. Investimento não tem efeito imediato", disse, embora declarando-se favorável a medidas para a construção e aos investimentos públicos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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