Queda do PIB não implicará em redução dos juros

A queda de 0,2% do PIB no ano passado não deve alimentar expectativas de que o Banco Central abandonará no curto prazo a cautela na administração da política de juros, manifestada na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na quinta-feira. Segundo fontes do governo consultadas pela Agência Estado, a situação da economia brasileira "ainda é delicada", o que justifica a postura do Banco Central.Embora a retração do PIB possa ser avaliada superficialmente como uma estagnação da economia, as fontes sustentam que deve ser considerado ? e muito ? o dado positivo revelado pelo IBGE: no quarto trimestre do ano passado, a economia cresceu 1,5%. Esse resultado, se anualizado, aponta para um crescimento de mais de 6% do PIB em 2004. "Esse é o dado que está sendo considerado", afirmam. "O Copom e a ata têm que se pautar olhando para a história. Têm que olhar o presente e o futuro", sustentam as mesmas fontes. "O Copom não deve olhar para o passado"."As pessoas dizem que o PIB decresceu e que, por isso, o BC deveria baixar os juros. Mas o BC tem que ser cauteloso porque a economia está crescendo na margem em um porcentual de difícil sustentação", acrescentam. "O país já está crescendo na margem a 6% e se o BC, em cima disso, flexibiliza ainda mais a política monetária o país corre risco", comentaram interlocutores da área econômica.

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