Queda do preço do álcool não chegou ao bolso do consumidor

Pelo contrário, na média nacional, a alta nos postos foi de 0,26% na última semana. Em São Paulo, ficou em 0,46%

NICOLA PAMPLONA, Agencia Estado

07 de janeiro de 2008 | 19h58

A queda das cotações do álcool nas usinas de São Paulo, que já dura quatro semanas, ainda não trouxe benefícios ao consumidor. Pelo contrário: a pesquisa semanal de preços dos combustíveis divulgada hoje pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta ligeiro aumento no valor de venda do álcool hidratado nos postos brasileiros. Na média nacional, a alta foi de 0,26% na última semana. Em São Paulo, ficou em 0,46%.A cotação do álcool hidratado nas usinas caiu 3% desde que atingiu o pico registrado nesta entressafra, há quatro semanas, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea). O movimento é atípico para esta época do ano, quando normalmente há especulações sobre o volume de estoques disponíveis para abastecer o mercado até o início da nova safra. O valor de venda do litro do combustível às distribuidoras ficou em R$ 0,73306 na última semana, informa o Cepea.Nos postos, segundo a ANP, o preço médio do álcool hidratado ficou em R$ 1,502 por litro na última semana. O valor médio para o Estado de São Paulo foi menor: R$ 1,306 por litro. Além do álcool, houve pequena alta, de 0,58%, no preço do gás natural veicular vendido nos postos brasileiros, que atingiu os R$ 1,365 por metro cúbico. O levantamento da ANP não detectou variações nos preços dos outros combustíveis pesquisados. Na média nacional, gasolina e diesel custam R$ 2,507 e R$ 1,864 por litro, respectivamente. Já o botijão de gás custa R$ 32,78.

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