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Queda do saldo comercial deixa o governo em alerta

Apesar do discurso público ainda otimista do governo sobre o comportamento da balança comercial e das contas externas, a equipe econômica está preocupada com a queda do ritmo de crescimento das exportações e estuda medidas para estimular a expansão das vendas externas no médio prazo. No curto prazo, admite o governo, não há muito espaço para ação porque medidas nessa área levam tempo para apresentar resultados práticos. Novas desonerações tributárias estão suspensas por causa da perda de arrecadação com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).A avaliação é de que a deterioração do saldo da balança comercial, com o aumento mais forte das importações e redução do crescimento das vendas externas, está mais rápida do que se esperava. O quadro pode se agravar com a confirmação de um cenário de desaceleração maior da economia mundial - com recessão nos Estados Unidos -, o que reduziria a corrente de comércio global. Segundo fontes, o risco de a balança comercial registrar em ?algum momento? do ano déficit no saldo não pode deixar de ser considerado. A última vez em que isso ocorreu foi em março de 2001. ?O governo tem de se antecipar com medidas para acelerar a expansão das exportações?, disse uma fonte do Ministério da Fazenda. A principal preocupação é com a diferença cada vez maior entre a taxa de crescimento das exportações e a das importações. Os dados de janeiro evidenciam o quadro, com as exportações crescendo 20,9% e as importações, 45,6%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

05 de fevereiro de 2008 | 10h02

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