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Queda dos juros pode movimentar letras financeiras, diz BM&FBovespa

Investidores vão aceitar assumir um risco maior para ter uma melhor rentabilidade

Aline Bronzati, da Agência Estado,

21 de outubro de 2011 | 11h56

SÃO PAULO - O movimento de retração dos juros básicos pode contribuir para o crescimento do mercado de títulos privados, uma vez que os papéis públicos passarão a oferecer uma rentabilidade menor. A opinião é do gerente de Renda Fixa da BM&FBovespa, Danillo Pitarello. "Os investidores vão aceitar assumir um risco maior para ter uma melhor rentabilidade gerando demanda por títulos de renda fixa e letras financeiras", disse ele.

Para o especialista, o cenário atual configura uma janela de oportunidades para os agentes do mercado aproveitarem. A BM&FBovespa, embora não tenha registrado ainda nenhuma oferta pública de letras financeiras, também está de olho neste mercado. "A bolsa está se preparando para a expansão deste mercado, investindo em novos serviços e uma nova plataforma de negociação e pós-negociação", afirmou Pitarello.

Porém, alguns desafios ainda barram o mercado de letras financeiras. Um deles, segundo o diretor da BM&FBovespa, é o investimento mínimo de R$ 300 mil, que impede o acesso dos investidores de varejo. "Há também um problema de saída desses papéis", disse. Isso porque os investidores compram o papel, mas a falta de um mercado secundário ativo não torna possível sua negociação. Tanto é que não há registro de oferta pública na bolsa de letras financeiras.

A proibição para letras financeiras subordinadas também é um entrave para que este mercado deslanche. Hoje, os títulos mais procurados são as letras financeiras privadas de esforço restrito. Além de ter um custo menor que a emissão pública, não há a necessidade de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), justifica Pitarello.

O executivo participou do 2º Seminário Letras Financeiras, que acontece hoje, em São Paulo, organizado pela Inova Seminários.

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