Queda na produção industrial de julho foi puxada por 6 regiões

De junho para julho, atividade da indústria brasileira amargou queda de 0,4%, segundo dados do IBGE

Agência Estado e Reuters,

10 de setembro de 2007 | 10h30

A queda no ritmo de produção da indústria brasileira em julho foi puxada pelo comportamento de seis das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira. De junho para julho, a produção industrial no País amargou uma queda de 0,4%, de acordo com dados divulgados na semana passada.  Os Estados responsáveis pela retração da atividade em julho foram São Paulo (-0,3%), Ceará (-5,8%), Pernambuco (-4,2%), Amazonas (-1,7%), Santa Catarina (-0,8%) e Rio de Janeiro (-0,8%). De acordo com a avaliação da economista Isabella Nunes, da coordenação de indústria do Instituto, essa queda é mais uma acomodação do que uma tendência.  Na contramão, houve elevação na Bahia (4,6%), Goiás (4,3%), Pará (2,3%), Espírito Santo (2,2%), Rio Grande do Sul (0,5%), Minas Gerais (0,4%), Paraná (0,4%) e região Nordeste (0,3%). Julho X julho Na comparação de julho deste ano com o mesmo mês do ano passado, a produção industrial cresceu em 11 das 14 regiões pesquisadas, informa o IBGE. O instituto ressalva que julho deste ano teve um dia útil a mais do que igual mês do ano passado, favorecendo os resultados atuais. Nesta base de comparação, os maiores aumentos ocorreram em Minas Gerais (11,4%), Paraná (10,4%), Rio Grande do Sul (8,5%), Bahia (7,7%) e Espírito Santo (6,8%), sendo que todos esses locais apresentaram expansão acima da média nacional (6,8%). Mas houve crescimento também em São Paulo (6,7%), Santa Catarina (5,8%), região Nordeste (4,4%), Pernambuco (3,3%), Pará (1,9%), Rio de Janeiro (0,4%). Houve estabilidade nas indústrias do Amazonas e de Goiás (ambas com variação zero) e queda no Ceará (-4,7%). São Paulo Em São Paulo, região que representa cerca de 40% da produção nacional, a queda de 0,3% na produção industrial, em julho último em relação ao mês anterior, interrompeu uma seqüência de cinco meses com resultados positivos. "A queda em São Paulo é uma acomodação e não muda a trajetória de crescimento do setor no Estado", disse Isabella. Em 12 meses, a indústria paulista acumula alta na produção de 3,6%. No indicador ante julho de 2007, para o qual há detalhamentos setoriais, a produção aumentou em 16 dos 20 ramos pesquisados em São Paulo.  Os setores que mais influenciaram positivamente o desempenho global foram máquinas e equipamentos (16,7%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (23,8%), outros equipamentos de transporte (43,0%) e farmacêutica (13,4%). Em sentido contrário, alimentos (-3,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,4%), celulose e papel (-1,5%) e vestuário (-1,1%) exerceram as pressões negativas.

Tudo o que sabemos sobre:
Produção industrialIBGE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.