Queda na venda de refrigerantes leva Abir a rever meta

As vendas de refrigerantes estão em queda este ano e o setor já está revendo para baixo as metas de crescimento anteriormente previstas para 2002. A Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcóolicas (Abir), que antes previa um avanço de pelo menos 5% para este ano, projeta agora um crescimento que não ultrapassará os 3%.De janeiro a abril deste ano, foram vendidos 4,6 bilhões de litros de refrigerantes, 3,1% a menos do que no ano passado. É bem verdade que o acumulado do ano ainda carrega a forte queda de consumo no primeiro bimestre do ano, que chegou a -12%. Mas apesar da recuperação de abril, houve nova queda em maio (-4,3%). Com jogos de madrugada ou pela manhã, nem a Copa do Mundo ajudou as vendas do setor."O crescimento inicial que havíamos previsto não deve ser alcançado", reconhece o diretor-executivo da Abir, Carlos Cabral. Ele admite que o movimento de vendas no segundo semestre poderá ser um pouco melhor, mas revela que a performance do ano dependerá muito do mês de dezembro, que concentra períodos de festa e de elevado consumo familiar. Na prática, a chamada alta temporada do setor vai de novembro até fevereiro.Depois de um período de explosão de consumo nos primeiros anos do Plano Real, as vendas de refrigerantes começaram a andar de lado. As vendas anuais de refrigerantes permanecem na casa dos 11 bilhões de litros, desde 1998. Chegaram a crescer 4,2% em 2000, mas ficararam praticamente estagnadas no ano passado, com um avanço de apenas 0,6% sobre o ano anterior, chegando a 11,58 bilhões vendidos. Agora, além de refrigerantes, a entidade passou a representar as bebidas que não contém álcool. No fim de junho, assinaram ficha de inscrição na entidade a Quaker Brasil, dona no isotônico Gatorade, que agora integra o portfólio da Pepsi-Cola, e a Perrier, do Grupo Nestlé. No setor de refrigerantes, a Abir está empenhada em divulgar que a venda continuada de garrafas de dois litros a menos do que R$ 1,00 representa indício de sonegação. Segundo Cabral, apenas a carga tributária para a embalagem chega a 40%.

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