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Queda nas ações da GM derruba bolsas em NY e Bovespa segue

Além disso, queda nos preços das commodities, em especial o petróleo, também prejudica o mercado de ações

Sueli Campo, da Agência Estado,

12 de maio de 2009 | 15h02

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) migrou para o terreno negativo antes de completar uma hora de pregão, seguindo a realização de lucros nas bolsas norte-americanas. No começo desta tarde, o Ibovespa aprofundava a queda, voltando a trabalhar abaixo dos 50 mil pontos. Às 14h51, o índice à vista operava em queda de 1,79%, aos 50.065 pontos, enquanto em Nova York o mercado de ações também acelerava as perdas com os investidores preparando-se para um pedido de concordata da General Motors ou para a reestruturação da montadora.

 

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Às 13h38 (de Brasília), as ações da GM despencavam 22,2%, a US$ 1,12. Na mínima, o papel cedeu a US$ 1,09, o menor preço em 76 anos. Na esteira, as ações da Ford perdiam 0,62%. No mesmo horário, o índice Dow Jones cedia 0,48%, o Nasdaq recuava 1,80% e o S&P 500 caía 1,19%. As praças europeias acompanharam a direção de Nova York. A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,22%, Paris caiu 0,54% e Frankfurt recuou 0,26%.

 

As commodities, em especial o petróleo, que vinham operando em alta, também são contaminadas por essa onda vendedora mais forte nos mercados acionários. A virada no preço do petróleo, que logo cedo chegou a ser negociado, em Nova York, acima de US$ 60 o barril pela primeira vez desde novembro do ano passado, é um fator adicional de pressão na Bovespa.

 

As ações de Petrobras, que tentaram resistir ao máximo à correção de preços amparadas no resultado do primeiro trimestre um pouquinho melhor do que o esperado e na valorização forte da commodity, iniciavam a tarde com perdas próximas à do Ibovespa. As preferenciais recuavam 1,55% e as ordinárias registravam queda de 2,01% às 13h36, respondendo pelo maior giro financeiro do pregão. Logo na abertura do pregão, os papéis avançaram mais de 1%, sob o impacto favorável da leitura do balanço divulgado na segunda à noite.

 

A maior companhia da Bovespa obteve lucro líquido de R$ 5,816 bilhões no primeiro trimestre, 20% inferior ao registrado em igual período do ano passado, mas 14,5% acima da média projetada pelos analistas ouvidos pela AE (R$ 5,076 bilhões). O Ebitda, de R$ 13,423 bilhões superou em 12,3% a projeção média das casas consultadas (R$ 11,949 bilhões). A interpretação dos números variou de neutra para positiva.

 

A queda do preço do petróleo no primeiro trimestre e a retração na demanda por derivados no mercado doméstico contribuíram para a redução nos lucros da Petrobras. Mas a manutenção dos preços da gasolina e do diesel no País, no entanto, atenuaram a queda no preço de venda dos demais derivados, ao lado do menor custo de importação e do aumento do volume de produção de petróleo no País.

 

As ações da Vale estão um pouco mais pesadas que o Ibovespa. As ordinárias caíam 3,22% e as preferenciais -2,35% às 13h51, quando o índice à vista declinava 2%. Bradespar PN, que tem na Vale o seu principal investimento, caía 5,62%, terceiro pior desempenho da carteira teórica.

 

Segundo o analista do setor Pedro Galdi, da SLW Corretora, o aumento de 33% da importação de minério de ferro pela China, em abril, ante mesmo mês do ano passado, seria motivo de alta para a Vale, mas hoje os papéis estão devolvendo parte dos ganhos recentes. Esse aumento das importações por parte da China, informado pela consultoria Mysteel, de Xangai, sinaliza uma demanda interna maior por conta do pacote de estímulo do governo. Hoje - amanhã para os países do Ocidente - a China vai divulgar indicadores industriais como produção industrial e vendas no varejo, todos números de abril, que devem fazer mercado logo cedo.

 

Nesta terça, a China também informou um crescimento invejável, de 30,5%, nos investimentos em ativos fixos entre janeiro e abril, em relação ao mesmo período do ano passado.

 

No setor de siderurgia, as perdas também são bem acentuadas. Usiminas PNA recuava 3,84% às 14h; Usiminas ON -4,87%; CSN ON -3,20% e Gerdau PN -2,23%. Em relatório sobre o setor siderúrgico brasileiro, o JPMorgan manteve recomendação "underweight" para a Usiminas, porém reduziu o preço-alvo para as ações PNA de R$ 41,20 para R$ 28,50, diante dos preços mais baixos do aço no Brasil, enfraquecimento da demanda (especialmente por parte do setor automotivo) e provável elevação dos custos das siderúrgicas integradas em razão dos volumes deprimidos.

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