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Queda nas bolsas ampara ajuste de posições e dólar sobe

O mercado cambial brasileiro encerrou com o dólar valorizado nesta segunda-feira, com investidores aproveitando a correção de baixa nas bolsas globais para fazer ajustes de posições. A ausência de fluxo favoreceu tais movimentos, bem como permitiu que até o leilão de compra do Banco Central influenciasse as cotações.

REUTERS

10 de agosto de 2009 | 16h54

A moeda norte-americana avançou 1,32 por cento, a 1,849 real na venda, após chegar a cair 0,44 por cento na abertura.

A apreciação da divisa dos EUA também foi verificado no mercado de câmbio futuro. No contrato de setembro, o mais líquido, o dólar subia 1,26 por cento no final da tarde.

No mercado global de moedas, o dólar ganhava terreno pela terceira sessão consecutiva ante suas principais rivais.

Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo e economista da NGO Corretora, observou que o dólar está mostrando um ponto de resistência à continuação de queda, com o nível de 1,800 real assinalando a possibilidade da reversão das posições vendidas de bancos no mercado futuro.

Talvez "o preço da moeda norte-americana esteja mais propenso a buscar 1,900 real do que cair abaixo de 1,800 real", pontuou Nehme, em relatório.

De acordo com o operador de câmbio da Hencorp Commcor Corretora João Paulo Sávio, parte da redução dessa posição de bancos ocorreu nesta segunda-feira, pressionando a cotação.

"Os bancos estão vendidos e hoje podem ter reduzido parte dessa exposição. Eles andam avaliando se essas apostas (na queda do dólar) são realmente sustentáveis", reforçou o gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento, Gerson de Nobrega.

Na sexta-feira, segundo dados da BM&FBovespa, as instituições bancárias sustentavam 4,341 bilhões de dólares em posições vendidas. Tal exposição mostra apostas na apreciação do real.

De acordo com o operador da tesouraria de um banco em São Paulo, até o leilão de compra do BC ajudou a fazer preço no mercado, uma vez que a sessão foi marcada pela ausência de entradas. O BC realizou a operação no meio da tarde, definindo como taxa de corte o valor de 1,8510 real.

Nobrega também citou a queda nas bolsas (de valores) no exterior como mais um componente de alta para o dólar frente ao real.

Nos Estados Unidos, a segunda-feira foi de realização de lucros, após um rali de quatro semanas ter levado os índices à suas máximas em cerca de 10 meses. A expectativa pela reunião sobre política monetária do Federal Reserve e pelos resultados de alguns dos maiores varejistas do país ao longo da semana serviram como argumentos para vendas.

Na contramão de Wall Street, contudo, o principal índice da bolsa paulista operava em alta no fim da tarde.

No mercado à vista, de acordo com a BM&FBovespa, o volume negociado era de 900 milhões de dólares por volta as 16h43.

(Reportagem de José de Castro)

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