Queda nas exportações pode afetar o dólar

O crescimento mais modesto do comércio mundial em 2001 será um fator adicional de pressão sobre a balança comercial, consequentemente, sobre o câmbio. Segundo uma previsão feita pela Organização Mundial do Comércio (OMC), o aumento das trocas comerciais entre os países cairá dos 10% esperados para este ano para algo em torno de 7%.Caso a projeção da OMC se confirme, as exportações brasileiras terão espaço para crescer 10%. A previsão, feita pelo professor da PUC-Rio e economista da Funcex, Fernando Ribeiro, indica um resultado bem mais modesto daquele que vem sendo registrado este ano. De janeiro a setembro, a receita das exportações brasileiras acumulou um aumento de 18,2%, cerca de 80% a mais do que o esperado para o total das trocas comerciais entre os países. A diminuição no ritmo de crescimento das exportações brasileiras tem conseqüências diretas na balança comercial. Isso pode mexer com a cotação do dólar no Brasil, pois uma escassa captação da moeda norte-americana por meio do comércio exterior faz com o País recorra a outras alternativas de obtenção da moeda.A emissão de títulos da dívida do governo é uma dessas alternativas. Porém, o País fica muito mais dependente do capital externo por tratar-se de um endividamento, além de que os recursos captados no mercado de títulos podem sair do País com maior facilidade, dada a possibilidade de futuras crises econômicas.Dados que indicam cenário negativoSegundo a Funcex, apesar da quantidade exportada de produtos básicos ter aumentado 9,8% no ano, até setembro, a receita caiu 2,8% no mesmo período. Nesse sentido, a desvalorização do euro em relação ao dólar americano é mais um fator negativo para as exportações brasileiras, pois deixa o preço dos produtos brasileiros mais caros no mercado internacional, em relação aos produtos europeus.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.