Queda no desemprego é resultado de recuperação econômica

Técnicos da Fundação Seade e do Dieese vincularam a queda do desemprego nos últimos dois meses na Grande São Paulo a fatores de sazonalidade (específicos de determinados períodos) e sinais de crescimento da atividade econômica do País. Na indústria, por exemplo, foram criados 28 mil empregos em junho ante maio, com os melhores desempenhos ramos de Gráfica e Papel (8,6%), Vestuário e Têxtil (6,3%) e Química e Borracha (1,5%)."Vemos a retomada da atividade do mercado de trabalho com aumento do consumo doméstico e manutenção do forte crescimento das exportações", comentou o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. "As informações que temos são de queda da capacidade ociosa, diminuição dos estoques e, por isso, devemos esperar pela geração de novos postos nos próximos meses", complementou.Para o diretor da Fundação Seade, Sinésio Pires Ferreira, boa parte do crescimento da indústria paulista pode ser atribuída a fenômenos temporários, como o efeito no setor gráfico da produção de materiais de campanha para as eleições desse ano e, no setor de vestuário, do início da produção das coleções Primavera-Verão. "A componente sazonal é muito pesada na Região Metropolitana de São Paulo, mas ainda sim temos sinais de aquecimento do consumo interno", ponderou Ferreira.CautelaCauteloso, ele tratou como "sinais de recuperação" o atual momento econômico do País. Isso porque segmentos como a indústria de alimentação, diretamente ligada à disponibilidade de renda dos trabalhadores, teve queda de 6,7% no seu nível de ocupação em junho ante maio. Outro setor que depende do mercado interno, o de metal-mecânica, teve comportamento estável no mês, com variação de ocupações de 0,1% em junho sobre maio, o que confirma a avaliação de que a atividade econômica não está plenamente reaquecida.

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