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Queda no emprego formal será recuperada em 2009, diz Lula

"A crise não se resolve com choradeira nem com pessimismo e sim com investimento e com trabalho", disse

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

23 de dezembro de 2008 | 13h30

Um dia após a divulgação da primeira queda em empregos formais em seis anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou otimismo quanto aos rumos do mercado de trabalho no País. Durante a 2ª Cúpula Empresarial Brasil - União Européia, o presidente Lula afirmou que a perda de vagas poderá ser recuperada a partir de 2009 por meio de novas vagas criadas pelo PAC e por outros programas que podem vir a ser anunciados pelo governo.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    De acordo com os dados do Caged, houve perda de 40,8 mil vagas em novembro. O presidente argumentou que de janeiro de 2007 a outubro de 2008 o mercado de trabalho brasileiro contou com um acréscimo de 4 milhões de pessoas ocupadas. Além disso, nos primeiros dez meses deste ano, foram registrados 2,2 milhões de novos trabalhadores com carteira assinada no Brasil.   "A crise não se resolve com choradeira nem com pessimismo e sim com investimento e com trabalho, e isso é o que eu vou continuar fazendo porque eu acredito no potencial do Brasil", afirmou o presidente.   Lula lembrou que, quando a crise financeira internacional intensificou seus efeitos negativos no quarto trimestre deste ano, o Brasil foi um dos primeiros a divulgar medidas que pudessem conter o impacto da crise sobre a economia real. Na avaliação do presidente, o País é um dos mais preparados do mundo para enfrentar essa crise.   Falta de crédito   Lula argumentou que a perda de postos de trabalho pode ter sido influenciada pelo recuo na oferta de crédito no mercado doméstico. O presidente lembrou que cerca de 30% do crédito usado no País é captado no mercado internacional, que sofreu um forte recuo na oferta de financiamentos.   Também presente ao evento, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, não quis comentar o cenário de emprego no Brasil, porque não está familiarizado sobre o tema. Entretanto, Sarkozy disse que a França já está preocupada com o impacto negativo que a crise pode ter sobre o mercado de trabalho francês.   Mercosul   O presidente rebateu as críticas de empresários ao Mercosul, que consideram que a participação brasileira no bloco atrapalha as negociações comerciais brasileiras com outros países. As críticas dos empresários ocorreram ontem durante o primeiro dia da 2ª Cúpula.   Lula afirmou que as pessoas que acham que o Mercosul atrapalha o Brasil "possuem uma boa carga de preconceito com relação a países da América Latina". Ele argumentou que é dever político do Brasil aumentar o fluxo comercial entre países na região e também apoiar o desenvolvimento econômico de países pequenos que fazem fronteira com o Brasil no continente, por meio de negociações comerciais.   Na análise do presidente Lula, o País não pode negociar apenas com países ricos, como EUA e Japão, como é desejo de alguns empresários. Ele explicou ainda que atualmente, graças a trabalho do governo, o Brasil conta com um grande fluxo comercial com praticamente todos os países latino-americanos. "São os países com maior potencial que precisam cuidar com mais carinho de países não tão desenvolvidos", disse.   Lula disse que quanto mais países desenvolvidos ajudarem aqueles que não são tão ricos, mais isso estimula o crescimento econômico dessas nações e impede correntes migratórias aos países desenvolvidos, o que seria um cenário vantajoso, na avaliação do presidente. "Se queremos construir um mundo de paz temos que olhar para nossa casa. O Mercosul é a nossa casa e vamos cuidar dele com muito carinho", afirmou o presidente."

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