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Queda no IPA Agro explica erro em previsão do IGP-DI

A queda mais intensa dos produtos agrícolas no atacado no âmbito do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de maio surpreendeu analistas consultados pelo Broadcast e foi uma das principais responsáveis pelo resultado inesperado do indicador. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) Agropecuário teve recuo de 2,46% no quinto mês do ano, após elevação de 1,30% em abril. O IGP-DI, por sua vez, apresentou deflação de 0,45%, depois de inflação de 0,45%. A taxa negativa do índice cheio foi mais significativa do que a estimativa mínima da pesquisa do AE Projeções, de retração de 0,32% (máxima era de alta de 0,02% e mediana de -0,20%).

MARIA REGINA SILVA, Agência Estado

06 de junho de 2014 | 11h57

Os economistas afirmam que a queda de 0,72% dos preços industriais de maio (de baixa de 0,14%) também influenciou no resultado do IGP-DI, dado que este subitem tem o maior peso na composição do IPA como um todo. No entanto, ressaltam, como o recuo dos produtos agropecuários foi mais intenso, acabou sendo a surpresa. "Apesar de o IPA Agro pesar menos (em torno de 40%), o recuo veio mais forte do que esperávamos. Portanto, essa queda foi mais relevante", afirmou o economista Marco Antonio Caruso, do Banco Pine.

Pelos cálculos de Caruso, o IPA Agropecuário teria queda mais perto de 2,00%, enquanto o Industrial cederia 0,50%. Já a expectativa do Pine para o IGP-DI era de recuo de 0,18%.

A economista Camila Abdelmalack, da CM capital Markest, também partilha da avaliação de Caruso, mas tinha uma previsão de baixa mais intensa que a do colega do Pine (de -0,25%) para o IGP-DI. "Realmente, a volta dos agropecuários maior do que a esperada pegou o mercado de surpresa". disse Camila, que contava com recuo de 1,23% para os preços agropecuários e de 0,78% para os industriais. "A deflação dos industriais parece ser mais significativa que a do agro, já que tem maior participação no IPA cheio. Mas a do agropecuário surpreendeu", reforçou, acrescentando que a baixa registra no IPA Industrial foi puxada pelo minério de ferro (-5,69%).

No Banco Indusval & Partners (BI&P), a economista Natália Cotarelli, que estimava deflação de 0,15% no IGP-DI de maio, também disse que não contava com deflação tão representativa do IPA Agropecuário. "O que nos surpreendeu foi a queda maior do que a esperada do índice de preços ao atacado, tanto a parte agrícola quanto a industrial", afirmou.

Apesar do declínio no IGP-DI de maio, todos os economistas consultados afirmam que a tendência é que os índices gerais de preços (Igs) não apresentem em junho recuos tão significativos como o visto nesta leitura. "A nossa expectativa é que o ritmo de queda dos IGPs diminua", disse Natália. "Os IGPs devem seguir baixos por mais algum tempo, mas não tão baixos assim. Pode ser que logo atinjam um pico e permaneça nesse nível", completou Caruso, do Pine.

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