Queda nos preços de commodities faz Bovespa recuar 0,76%

Bolsa de São Paulo começa e termina semana em queda e já acumula perdas de 4,91% no mês de agosto

Claudia Violante, da Agência Estado,

08 de agosto de 2008 | 17h41

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou e terminou a segunda semana completa de agosto em queda. A mesma queda de commodities - metais e petróleo - que respondeu pela alta superior a 2% nas principais bolsas norte-americanas - foi a patrocinadora do recuo de 0,76% registrado pelo Ibovespa, que voltou a cair abaixo de 57 mil pontos, ao fechar em 56.584,4 pontos.   Com a queda desta sexta-feira, 8, a Bolsa doméstica acumulou perdas de 1,81% na semana, de 4,91% no mês e de 11,43% no ano. Durante o dia, oscilou entre a mínima de 56.152 pontos (-1,52%) e a máxima de 57.146 pontos (+0,23%). Como vem acontecendo nos pregões em que a Bovespa cai, o volume financeiro foi mais enxuto e totalizou, nesta sexta, R$ 3,979 bilhões (preliminar). Trata-se do menor desempenho desde 4 de julho (R$ 2,812 bilhões), quando era feriado nos Estados Unidos.   Em Wall Street, o Dow Jones avançou 2,65%, aos 11.734,3 pontos, o S&P avançou 2,39%, aos 1.296,31 pontos, e o Nasdaq teve elevação de 2,48%, aos 2.414,10 pontos. A alta das bolsas norte-americanas foi sustenta pelo vigor do dólar, que empurrou os preços do petróleo para o menor nível em três meses em Nova York e ofuscou nas ações o impacto negativo de notícias desfavoráveis, entre elas o prejuízo acima do esperado da gigante hipotecária Fannie Mae. "Não estamos certos se o vigor do dólar é em função da fraqueza do euro, realização de lucro no petróleo ou intervenção do governo; não nos importa muito e para o mercado também não aparentemente", disse um analista (ver nota às 16h50).   O contrato para setembro do petróleo negociado na Nymex derreteu 4,02%, aos US$ 115,20, menor nível desde início de maio, com os investidores liquidando posições compradas em petróleo e voltando os investimentos para o dólar. Os metais também caíram, também por causa dos temores de recessão na Europa, justificativa para o dólar avançar ante o euro.   No Brasil, o efeito da queda das commodities foi novamente desastroso. As ações da Vale e siderúrgicas caíram, assim como Petrobras, embora a estatal do petróleo tenha tido justificativas para conter as ordens de vendas. A empresa anunciou mais uma descoberta de óleo leve, também a compra da participação da ExxonMobil na Esso Chile Petrolera e em outras empresas chilenas associadas, enquanto os investidores ainda se animavam com o balanço que sai segunda-feira.   Analistas ouvidos pela Agência Estado estimam que a empresa terá lucro líquido de R$ 7,9 bilhões no segundo trimestre de 2008, número que, se confirmado, será o segundo maior lucro trimestral da companhia em sua história. Assim, a queda dos papéis foi menor e ficou em -0,77% os ONs e -0,92% os PNs.   Para a próxima semana, com vencimento de índice Bovespa futuro, a volatilidade pode ser ainda maior no início da semana no Brasil, embora a agenda esteja mais carregada a partir de quarta-feira, mas apenas nos EUA, já que os eventos domésticos estão mais escassos a partir da segunda semana completa de agosto.

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