Queijos da mineira Scala buscam mercado no Brasil e no exterior

Os queijos da mineira Laticínios Scala, já conhecidos no mercado da Região Sudeste, tentarão conquistar novos mercados no Brasil e no exterior. A empresa se prepara para duas empreitadas de peso: abrir as portas dos mercados norte-americano e europeu e alcançar as Regiões Sul e Nordeste no mercado doméstico. O credenciamento do Ministério da Agricultura para a exportação já está em fase final e, enquanto isso, os executivos operam a todo vapor para capacitar a companhia e enquadrá-la dentro das normas internacionais de qualidade para exportação. Os desembolsos já somam R$ 800 mil.Se o aval for dado, dentro de quatro a seis meses os queijos mineiros estarão nas prateleiras do supermercados nos Estados Unidos, Portugal, Espanha e até mesmo na Itália, campeã na produção de queijos de qualidade. Para o mercado interno, a Scala quer expandir os pontos-de-venda, uma vez que hoje a empresa direciona 75% da sua produção mensal de 600 toneladas para São Paulo. "O objetivo é expandir os negócios e garantir a saúde da empresa", afirma o superintendente do grupo, Luiz Antônio Rodrigues Guimarães.RacionamentoO decisão de expandir os negócios veio também da necessidade. A empresa trombou com a crise energética do País no ano passado. Em 2001, a Sadia, maior cliente da empresa, reduziu as encomendas de queijo de 220 toneladas para 40 toneladas/mês. De lá para cá nunca mais o laticínio retomou o mesmo nível de encomenda da Sadia. O volume mensal hoje subiu, mas ainda está na faixa de 80 toneladas mensais, muito aquém dos pedidos tradicionais", reclama Guimarães. "É necessário compensar a perda com outros mercados", completa. ExportaçãoFechados os pedidos com o mercado externo e com equipes de vendas no Sul e Nordeste do Paí, a perspectiva da empresa mineira é de o faturamento bruto crescer a uma taxa superior a 10% neste ano, podendo ultrapassar a casa dos 30% no próximo exercício. No ano passado a receita da companhia totalizou R$ 45 milhões. Se a meta se concretizar, a Scala vai retomar os níveis de negócios dos últimos anos, de incremento médio de 25%. "De janeiro a maio foi registrado acréscimo de 40% sobre o mesmo período do ano anterior. Com o racionamento as vendas despencaram e fecharam com alta de 5,28%", conta o executivo. Na sua opinião, não fosse a crise energética, a Scala teria mantido o ritmo de crescimento e encerrado 2001 com incremento recorde de 40%.Com duas unidades fabris instaladas em Sacramento, no Triângulo Mineiro, o laticínio tem capacidade instalada para processar 250 mil litros de leite/dia. Hoje, por causa da entressafra, esse patamar caiu para 170 mil litros/dia e a produção mensal, que chegou a 600 toneladas, baixou para 580 toneladas. "Para o próximo ano o projeto é entrar janeiro com 630 toneladas/mês", diz o superintendente.Cerca de 50% da produção total da Scala é de queijo tipo mussarela, o mesmo produto que será embarcado para os Estados Unidos. A outra metade está dividida entre o parmesão, que será exportado para a Europa, e o Prato Minas, além de manteiga. Todos os produtos levam a marca Scala, a mesma que os executivos mineiros pretendem vender colocar no exterior. Há 37 anos no mercado, a companhia com 100% de capital nacional tem como filosofia investir no negócios os lucros da empresa. "Nunca tomamos empréstimos de bancos e não está nos planos optar por nenhuma linha de crédito de terceiros", prega o executivo. A Scala é líder na produção de mussarela. Em 2001 o mercado de queijo produziu 481,5 mil toneladas e gerou uma receita de R$ 2,5 bilhões, um acréscimo de 2% sobre o ano anterior, de acordo com os dados fornecidos pela Associação Brasileira da Indústria de Queijos (Abiq). Leia mais sobre o setor de Alimentos e Bebidas no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

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