Queixas da França e extradição de militares aguardam Kirchner

O presidente argentino Néstor Kirchner desembarcará em Buenos Aires, proveniente de Washington, em meio a dois sérios problemas para resolver: a cobrança que receberá do ministro de Finanças da França, Francis Mer, em uma reunião na Casa Rosada, nesta tarde, sobre o reajuste das tarifas públicas privatizadas (muitas empresas são francesas); e o pedido do juiz espanhol, Baltazar Garzón, de extradição de um civil e 45 militares argentinos, atendido ontem pelo juiz federal argentino Rodolfo Canicoba Corral, que ordenou o cumprimento da ordem de prisão da Interpol. Entre eles, figuram nomes importantes como Jorge Videla, Eduardo Massera, Jorge Acosta , Alfredo Astiz e Guillermo Suárez Mason. Para completar o cenário de reviravolta no passado da ditadura dos anos 70 no país, o presidente concedeu uma entrevista ao jornal Washington Post, na qual disse que ?a Argentina deve revogar as leis de anistia que protegem aos autores de tortura e morte durante a ditadura?. Ambos fatos geraram tensão nas forças armadas do país. Néstor Kirchner deverá anular o decreto assinado pelo ex-presidente Fernando De la Rúa, que proibia a extradição dos anistiados.

Agencia Estado,

25 Julho 2003 | 08h02

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