Quem acreditou em Lula não perdeu poupança, diz Mercadante

O líder do PT no Senado disse que apenas 1% dos poupadores serão afetados novas regras da caderneta

Christiane Samarco, da Agência Estado,

13 de maio de 2009 | 16h01

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), que participou na manhã desta quarta-feira, 13, da reunião do Conselho Político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que apenas cerca de 1% dos poupadores do País serão afetados pela mudanças nas regras da caderneta de poupança, que atingem quem tem depósitos acima de R$ 50 mil. Do universo total de poupadores, mais da metade tem menos de R$ 100 depositados, segundo o senador, e 99% têm economizados menos de R$ 50 mil.

 

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"Quem acreditou no presidente Lula não perdeu nada", disse o líder, sugerindo que aqueles que escutaram a oposição e retiraram dinheiro da poupança abram uma ação popular e peçam indenização. Segundo ele, a "oposição terá de engolir a língua e pedir desculpas por criar suspeição e a insegurança coletiva que fez com que muitos poupadores sacassem suas economias". De acordo com Mercadante, o volume de saques foi altíssimo, tanto que a captação dos últimos meses foi negativa.

 

Em abril, segundo dados do Banco Central, a captação líquida da caderneta de poupança foi negativa em R$ 941,5 milhões. Técnicos do governo, no entanto, não atribuíram a totalidade dos saques à campanha veiculada pela oposição de que poderia haver confisco da poupança. Os saques teriam sido motivados também pela crise, que aumentou o desemprego e levou muitos poupadores a sacarem suas reservas financeiras. Nos quatro meses de 2009, as cadernetas acumulam captação negativa de R$ 1,523 bilhão.

 

O líder do PT no Senado disse também que foi ele quem sugeriu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que o governo não mexesse na TR para não gerar desconfiança. Na avaliação de Mercadante, além da desconfiança que uma mudança na TR poderia gerar, seria uma alternativa muito técnica e sofisticada, que não traria benefício nenhum. "É melhor desonerar tributariamente os fundos", disse.

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