Quem apostou em derivativos 'quebrou a cara', diz Mantega

Ministro reitera, porém, que problema de exposição ao câmbio em empresas 'está em vias de ser superado'

Fabio Graner e Leonardo Goy, da Agência Estado,

30 de outubro de 2008 | 12h11

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira, 30, que as empresas Sadia, Votorantim e Aracruz "quebraram a cara" em suas operações com derivativos cambiais, mas estão resolvendo seus problemas de forma ordenada. "A Sadia e a Votorantim já estão com a situação resolvida e a Aracruz está resolvendo", disse. Ele explicou que essas empresas fizeram aplicações especulativas ao invés de simplesmente fazer o hedge (proteção) de suas operações produtivas, o que seria natural.   Veja também: Após perdas com câmbio, Sadia quer rever meta de exposição Entenda as operações de derivativos e suas conseqüências Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    "Era um direito deles, mas o risco existia. Eles fizeram a atividade especulativa. Neste caso eles quebraram a cara," afirmou. "Eles deixaram de atuar como empresas produtivas e atuaram como empresas financeiras. Enquanto o dólar se desvalorizava, eles ganhavam", acrescentou, destacando que esse tipo de operação reforçava a tendência de valorização do real. "Eles fizeram uma operação temerária e se expuseram a um risco grande. Mas elas são empresas sólidas e podem se livrar do prejuízo e se reorganizar", completou.   Segundo ele, o problema da exposição de empresas ao mercado de derivativos "está em vias de ser superado". "Acho que todas elas estão liquidando suas posições", disse. "São empresas sólidas e o problema foi pontual."

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