Quem comprar a Varig levará todas as linhas, diz Anac

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, afirmou nesta sexta-feira, durante cerimônia de certificação do jato 195, na sede da Embraer, em São José dos Campos, São Paulo, que as linhas da Varig estão "congeladas" e quem comprar a empresa levará todas elas, mesmo com os casos de cancelamento de vôos.Segundo ele, somente após 30 dias de paralisação total da companhia haverá distribuição dos vôos para os concorrentes. Por enquanto, a Anac autoriza as empresas do setor a elevar o número de trajetos, inclusive para atender a demanda gerada pelas férias de julho.Mas Zuanazzi salientou que a Varig "está viva" e que a agência mantém um plano de contingência com o apoio das concorrentes até dia 3 de julho. Até lá, ele espera que a Justiça possa avaliar a proposta de compra por parte da VarigLog, que ofereceu US$ 500 milhões pela compra da companhia, e, eventualmente, convocar uma nova assembléia de credores ou um novo leilão. "O importante é que a proposta da VarigLog está nos autos, foi confirmada", disse.De acordo com ele, os passageiros de vôos cancelados pela companhia são transportados por outras empresas, apesar dos atrasos. Desde a semana passada, a Anac exigiu que a Varig parasse de vender bilhetes, por isso os distúrbios serão menores agora. Otimismo O Juiz da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub, se mostrou otimista após uma reunião com o sócio do fundo de investimentos americano Matlin Paterson, o chinês Lap Chan, nesta sexta-feira. O encontro teve como objetivo alinhavar pontos da proposta de compra da VarigLog.O fundo é controlador da Volo Brasil, que comprou neste ano a ex-subsidiária da companhia, a VarigLog. AdiamentoNa última quarta-feira, Ayoub adiou por 24 horas a decisão sobre a proposta da VarigLog. Foram pedidos mais esclarecimentos sobre a oferta, especialmente sobre a constituição de uma "antiga Varig", que ficaria com 5% das ações da companhia e herdaria dívidas. Para a Justiça, a "antiga Varig" não pode ser apenas uma empresa constituída para ficar com débitos. Ela teria de ter uma garantia de continuidade de operações.

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