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Quem comprou passagem da BRA para férias 'terá problemas'

Declaração é do ministro da Defesa, que não respondeu objetivamente sobre o 'abacaxi' dos passageiros

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

08 de novembro de 2007 | 18h14

Os clientes da BRA que compraram passagens com embarque marcado para as férias do final e início de ano "terão problemas", previu, na tarde desta quinta-feira, 8, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, em conversa com jornalistas, em Brasília. O ministro dividiu em dois grupos as pessoas que compraram passagens da BRA: as que já usaram "uma perna da viagem" e as que compraram bilhetes "para depois, para as férias". Em relação ao primeiro grupo, Jobim disse que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e os órgãos de defesa do consumidor estão "operando para que as outras empresas endossem (as passagens) e assumam o deslocamento desses passageiros para o ponto de origem. "Os outros, que compraram para depois, para as férias, esses terão problemas", admitiu.  O ministro não respondeu objetivamente a uma pergunta se é justo que os passageiros fiquem "com o abacaxi". Ele se limitou a repetir uma frase que havia dito no início da entrevista: "O problema é que não será o contribuinte brasileiro que vai resolver o problema." Fiscalização Ele defendeu a criação de mecanismos que permitam à Anac acompanhar a saúde financeira das empresas aéreas e ajudar a prevenir crises como a que levou à insolvência da BRA. Segundo o ministro, não há possibilidade de o governo fazer investimentos na BRA, porque se trata de um problema de mercado. "Não será o contribuinte brasileiro que vai resolver esse problema. Esse é um problema de mercado", declarou Jobim. E acrescentou: "Os órgãos reguladores não existem para satisfazer créditos. Existem para atender problemas de demanda." O ministro fez as declarações ao chegar a um hotel de Brasília para o encerramento de um seminário sobre assuntos estratégicos. A uma pergunta sobre a possibilidade de companhias estrangeiras serem autorizadas a operar no Brasil em vôos nacionais, Jobim respondeu que não. "Isso é complicado." Sobre um possível aumento de capital estrangeiro nas empresas brasileiras de aviação civil, hoje limitado a 20%, o ministro disse: "É uma questão de otimizarmos o problema de introdução de capital estrangeiro nas empresas brasileiras. Há projetos, na Câmara e no Senado, propondo aumento (da participação de capital estrangeiro) de 20% para 40% e até para 49%."

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