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Quem diria... recessão na Suíça

Início já tem até data marcada: março de 2009

Jamil Chade, GENEBRA, O Estadao de S.Paulo

17 de dezembro de 2008 | 00h00

Os sete milhões de suíços acordaram ontem com uma notícia que não ouviam há décadas: o país entrará em recessão. Orgulhosa e com 18% dos depósitos das fortunas de todo o mundo, a Suíça não escapa da crise internacional.Para 2009, a economia do país vai encolher 0,8%, segundo dados divulgados ontem pela secretária de Economia do governo, Doris Leuthard. Politicamente neutro, e com algumas das maiores multinacionais do planeta, a Suíça descobriu que não passará imune à crise. A notícia de uma recessão é radicalmente diferente do anunciado em setembro. Naquele momento, os suíços acreditavam que seriam afetados pela crise, mas jamais pensaram que uma recessão chegaria até as suas pacatas cidades. A previsão era de que, no pior dos cenários, a economia cresceria 1,3% em 2009. Agora, os economistas já se convencem de que a projeção mais otimista aponta para um crescimento de 1% em 2010. Na realidade, o encolhimento da economia do país dos Alpes já começou. Neste trimestre, os dados serão negativos - entre janeiro e março, o crescimento negativo será mantido. Oficialmente, os suíços já até sabem quando entrarão em recessão: março de 2009.Acostumados quase com uma economia do pleno emprego, os suíços vão agora experimentar o sabor amargo das demissões. O desemprego vai dobrar em apenas um ano, passando dos atuais 2,7% para mais de 4,3%. Não por acaso, o país começa a se preparar e o governo já declara que a crise será "séria e severa". O que mais assusta os suíços é que eles simplesmente não contam com um mercado interno grande o suficiente para relançar sua economia. Grande parte das exportações vai para a Alemanha, um dos países mais afetados pela crise na Europa. O governo prometeu ontem investir US$ 3 bilhões em projetos de infra-estrutura e construção para tentar evitar uma recessão prolongada, além de medidas de incentivo fiscal para o consumo das famílias. Mas o valor do pacote é apenas 5% do que os bancos na Suíça ganharam para se proteger de uma crise.

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