Quem tem Petrobrás deve limitar compra de Vale

O alto rendimento dos Fundos Mútuos de Privatização (FMPs), compostos por ações da Petrobrás, deve atrair muitos investidores para os fundos a serem formados por papéis da Companhia Vale do Rio Doce. Porém, os analistas ouvidos pela Agência Estado destacam que, no caso da Vale, o ganho não deve ser tão expressivo como foi para as ações da Petrobrás.Desde agosto de 2000, quando os fundos foram criados, o ganho nominal acumulado nos FMPs-Petrobrás, é de aproximadamente 44%, levando-se em conta o desconto de 20% oferecido pelo governo na época da operação. Esta rentabilidade chegou próxima a 100%, quando as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da companhia aproximaram-se de R$ 70, em meados do ano passado. Quem não direcionou recursos para estes fundos acumulou um ganho de 7,91% no FGTS.Os analistas recomendam a aplicação dos recursos do FGTS nos fundos de privatização a serem formados com ações da Vale (veja mais informações no link abaixo). Mas, para quem já direcionou metade do saldo do seu FGTS para os FMPs-Petrobrás, a migração total dos recursos para um fundo da Vale não é aconselhável. Por outro lado, a diversificação pode ser vantajosa.Segundo o diretor de investimentos da ABN Amro Asset Management, Alexandre Póvoa, diversificar as ações de uma carteira reduz o risco do investimento em ações. "Neste caso, quem tem 50% do FGTS em ações da Petrobrás pode direcionar até 15% deste total para as ações da Vale. Quem ainda não usou a metade do FGTS para a compra das ações pode investir o restante na compra de ações da Vale", diz. Se comparadas as perspectivas de valorização das duas ações - Petrobrás e Vale - as previsões de ganho estão muito próximas. No caso da Petrobrás, o preço-alvo da ação, segundo a analista de investimentos do BBV Banco, Catarina Pedrosa, é de R$ 70,00. Em relação ao fechamento de ontem, a perspectiva de ganho é de 40,56%. Para a Vale, o preço-alvo estipulado pelo analista de investimentos da HSBC CTVM Research, Fábio Zagatti, é de R$ 72,20, indicando uma possibilidade de rendimento de 41,26%, levando-se em conta o desconto de 5% na compra da ação.A grande diferença entre as duas empresas, segundo os analistas, é a perspectiva de crescimento. No caso da Vale, a empresa já investiu muito, ampliou as redes de distribuição e esta situação já está embutida na atual perspectiva de rendimento (veja mais informações no link abaixo). No caso da Petrobrás, há sempre a possibilidade de ampliação dos negócios. "Há mais mercado a ser explorado", afirma Póvoa.Ambas as empresas têm receita atrelada ao dólar, o que as deixam em condições semelhantes sobre este aspecto. Por outro lado, as perspectivas são diferentes para os produtos que vendem. "O petróleo está com preço muito baixo atualmente e há grande chance de que suba, favorecendo as ações da Petrobrás. O minério de ferro também está barato, mas não há nenhuma certeza de que isso mude rapidamente", diz o diretor do ABN.Veja no link abaixo a recomendação dos analistas para quem pode investir os recursos do FGTS e as perspectivas para a empresa.

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