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Quem vai chegar à bolsa no próximo ano

A safra de IPOs de 2011 deve ser a melhor desde 2007, ano do boom na Bolsa. Especialistas esperam as ofertas de empresas em setores onde o País mais deve crescer, como óleo e gás, energia e bens de consumo

Melina Costa e Patricia Cançado, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2010 | 00h00

A estreia da Droga Raia na BM&FBovespa, neste mês, foi simbólica para o mercado de capitais e pode dar uma boa medida do que virá pela frente. O 11º e último IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) do ano saiu no preço máximo, o que não se via desde junho de 2008, quando a empresa de óleo e gás de Eike Batista, a OGX, abriu seu capital. "A gente começa 2011 com outra perspectiva. Tanto o número quanto o volume de IPOs serão maiores do que neste ano", afirma José Olympio Pereira, corresponsável do banco de investimentos do Credit Suisse. Nas contas do executivo, entre 15 e 20 empresas devem abrir o capital em 2011, movimentando até US$ 10 bilhões.

Embora o apetite do investidor tenha voltado, ninguém mais espera uma safra igual a de 2007 - quando 64 empresas estrearam na Bolsa, algumas, aliás, começando do zero. E essa é uma boa notícia, na visão de banqueiros, advogados e especialistas em mercado de capitais. O investidor ficou mais cauteloso e as empresas estão levando mais tempo para se preparar para o IPO.

"Em 2007, qualquer história de Brasil funcionava. Agora, os investidores estrangeiros querem histórias brasileiras, mas em setores com apelo de crescimento mais óbvio, como energia, varejo e óleo e gás", diz Carlos Mello, do Lefosse Advogados. Em 2011, devem chegar à Bolsa pelo menos duas empresas de óleo e gás - Odebrecht Óleo e Gás e Queiroz Galvão Exploração e Produção -, dando sequência a um movimento que começou neste ano.

"Um dos grandes motes da próxima safra são empresas em condições de vender para a classe C, como a Vulcabras (que hoje tem menos de 10% das suas ações negociadas e pretende aumentar para pelo menos 25%)", acredita Joaquim Oliveira, sócio d0 Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados.

A outra aposta é que empresas de porte médio cheguem à Bolsa, com ofertas ao redor de R$ 500 milhões. "O mercado vai abrir espaço para empresas médias e bem estruturadas, que precisam de capital para crescer. A Bolsa passará a concorrer mais com os fundos de private equity", diz Alexandre Bertoldi, presidente do Pinheiro Neto Advogados. "Trabalhamos para viabilizar captações inferiores até a R$100 milhões", diz Cristiana Pereira, diretora de desenvolvimento de empresas da BM&FBovespa.

Passado o auge da crise financeira mundial, o mercado brasileiro de IPOs começou a se recuperar já no fim de 2009. Mesmo assim, o número de operações em 2010 foi pouco expressivo. E a explicação foi a capitalização da Petrobrás, de R$ 120,3 bilhões, que adiou os planos de outras empresas, como IMC, dona das redes de restaurante Viena e Frango Assado, e Sonae Sierra. Em 2011, com o caminho livre, empresas que ficaram na fila devem finalmente chegar à Bolsa.

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