Paulo Vitor/Estadão
Paulo Vitor/Estadão

'Queremos aprovar o plano de recuperação com os credores no segundo trimestre', diz presidente da Oi

Marco Schroeder disse ainda que é possível discutir mudanças no plano, caso a empresa receba boas propostas

Circe Bonatelli e Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2017 | 12h11

SÃO PAULO E RIO - O presidente da Oi, Marco Schroeder, afirmou nesta quinta-feira, 23, em teleconferência, que a expectativa da companhia é resolver a questão da recuperação judicial neste ano, com uma possível aprovação do plano em assembleia de credores no segundo trimestre ou início do terceiro trimestre.

"É o maior processo de recuperação judicial do País, com grande complexidade, mas queremos resolver o quanto antes", afirmou. De acordo com o executivo, a expectativa é que o administrador judicial publique a lista final de credores em abril, com prazo posterior de 30 dias para contestação.

Após isso, o juiz responsável pelo processo de recuperação judicial poderá convocar a assembleia de credores, que irá aprovar ou rejeitar a proposta da companhia.

Na visão do executivo, a empresa dará um passo importante quando arquivar a sugestão de ajuste do plano, aprovada nesta quarta-feira, 22, pelo conselho de administração. "A empresa tem grande preocupação em buscar uma solução para que plano seja aprovado, com uma proposta equilibrada. Temos feito várias reuniões e recebido diversos feed backs", afirmou.

A respeito de uma possível intervenção da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), afirmou ver com naturalidade que o governo, por meio do órgão regulador, esteja preparado para atuar em caso de alguma eventualidade, com objetivo de manter a continuidade dos serviços. "Tem que estar preparada pela importância da Oi para o sistema de telecomunicações. Mas não há nenhum sinal de deterioração de serviço da Oi. Temos tido evolução importante nos indicadores de qualidade", ponderou.

Schroeder disse ainda que é possível discutir mudanças no plano, caso a empresa receba boas propostas. Apesar disso, afirmou que a alternativa apresentada pelos credores assessorados pela Moelis & Company não é melhor do que a apresentada e aprovada ontem pelo conselho.

Entre os novos pontos, destacou a redução de prazos de carência de juros e principal e mudança na proposta que tratava da taxa de juros, que passa a ser variável, de 65% do CDI, para o pagamento dos credores sem garantia real.

No fim da apresentação, o presidente da Oi voltou a reforçar a mensagem sobre a sustentabilidade da companhia no longo prazo, apesar da complexidade do processo de recuperação judicial. "Acredito que temos evoluído muito na questão operacional, o que indica que temos um futuro promissor". 

Mais conteúdo sobre:
SÃO PAULOAnatelOiSchroeder

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.