finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

'Queremos crescer 100% no País até 2017'

Até 2015, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quer investir R$ 922 bilhões em obras de infraestrutura no País. Para garantir uma fatia desse bolo, a americana Trimble, que desenvolve sistemas de posicionamento, inaugurou há duas semanas seu primeiro centro de desenvolvimento de produtos no Brasil, em Campinas. Carlos Alberto Nogueira, diretor executivo, conta como a Trimble, com receita anual de US$ 1,7 bilhão mundialmente, quer dobrar suas vendas no País em cinco anos.

O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2012 | 03h07

O que são os sistemas de posicionamento que a Trimble faz?

São tecnologias de geolocalização que têm aplicações agrícolas, ferroviárias, de engenharia civil. Por exemplo: grandes colheitadeiras de soja não são pilotadas por ninguém. Elas se movimentam sozinhas, graças ao nosso software. O mesmo acontece com escavadeiras, como o "megatatuzão" usado nas obras do metrô de São Paulo.

Por que abrir um centro de pesquisa no Brasil?

Há um ano, a Trimble decidiu focar nos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e decidimos abrir centros em todos esses países. O Brasil é o último. Já estamos aqui há 15 anos. Mas agora poderemos dar maior apoio a clientes grandes, como Vale e Petrobras. Queremos dobrar nossas vendas aqui em cinco anos. Para isso, também estamos fechando um acordo com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Para que servirá esse acordo?

Nosso negócio é o desenvolvimento de softwares e soluções. Assim como a Apple, a Trimble não tem fábricas. Usamos fabricantes terceirizados (aqui é a Flextronics). Daí o acordo com a Unicamp: desenvolver projetos específicos para o mercado brasileiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.