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''''Queremos participar das decisões da empresa''''

Segundo o presidente da Petroquisa, a Petrobrás não pretende ter o mesmo papel que ja teve no setor petroquímico

Irany Tereza e Nilson Brandão Junior, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2014 | 00h00

O presidente da Petroquisa, braço petroquímico da Petrobrás, José Lima de Andrade Neto, confirmou que a Unipar deverá deter 60% de participação na Companhia Petroquímica do Sudeste, que será formada a partir da fusão dos ativos que a Petrobrás comprou da Suzano. Mas afirma que a estatal só firmará acordo com poder de gestão. "Queremos ter influência sobre a empresa." A Petrobrás escolheu a Unipar para o pólo do Sudeste?O fundamental é o modelo da petroquímica com dois grandes ?players? privados e a Petrobrás minoritária, ajudando a alavancar o crescimento das empresas. Não tem reestatização. O passo que a Petrobrás deu na compra da Suzano é intermediário. Visa ter uma empresa privada nacional, com participação relevante da Petrobrás, para criar no País dois grandes atores para competir entre si e no exterior.A Petrobrás entrou com o dinheiro na compra da Suzano. A Unipar entra com o quê?A Unipar já tem um volume de ativos. Vamos avaliá-los e ver as proporções, se vai precisar colocar um pouco mais de dinheiro de tal forma que se chegue a uma composição final. Quem deve aportar mais capital é a Unipar, mas eles podem trazer um outro sócio ou mesmo discutir com o BNDES.E os fundos de pensão?Surgiu essa idéia porque é sempre possível trazer outros potenciais investidores. Do nosso ponto de vista, não haveria restrição de outros atores se juntarem a nós. O fundamental é ter uma liderança privada, que é exatamente na contramão do discurso da reestatização. A idéia é que seja uma empresa privada. Obviamente, estamos discutindo com a Unipar que a gente tenha uma importância na gestão, que tenhamos poder de influência sobre a empresa. Mas, se eles vão ser majoritários, têm de aportar recursos na proporção.O que é ser minoritário relevante? Ter 49%?Minoritário relevante é um minoritário que não é simplesmente um investidor financeiro, que tem o dinheiro lá. Mas que tem algumas regras de governança, que participa de algumas questões da governança. Queremos participar de algumas questões da companhia. Esse é o objeto da discussão com as empresas.Mas os fundos entram ou não? Não sei. Isso é uma decisão deles. Negociação, não tem. Vamos discutir com a Unipar. Tudo vai começar a se detalhar a partir de agora.O grupo Ultra entra nessa negociação?Por enquanto, não estamos discutindo isso. O Ultra é nosso sócio no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), provavelmente na planta de oxiteno. Não estou dizendo que ele não possa entrar na CPS, mas não estamos negociando isso.A Petrobrás está investindo agora pensando em sair depois do setor?Não temos essa referência. Hoje o modelo é ter duas empresas de porte e a Petrobrás apoiando. Mas sem o papel que a Petroquisa teve nas décadas de 80 e 90.

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