'Queremos ser um grupo até 2015'

A AB Inbev - resultado da fusão da brasileira AmBev com a europeia Interbrew e a americana Anheuser-Busch - faz parte de um grupo pequeno de empresas globais que conseguiram manter na última década um crescimento contínuo significativo. É o que aponta uma pesquisa concluída este ano pela consultoria Bain Company e publicada no recém-lançado livro "O poder dos modelos replicáveis" . Ao analisar um banco de dados de 8 mil companhias globais e entrevistar 377 executivos, a Bain constatou que apenas 9 em cada 100 corporações conseguiram manter uma taxa de crescimento médio de mais de 5,5% ao ano (em termos reais), no período de uma década, recuperando também o custo de capital. Esse grupo de companhias já foi maior. Em 2001, quando a consultoria começou a fazer o levantamento, 13% das empresas mantinham esse nível de crescimento. "O desempenho da AB Inbev decorre de sua capacidade de construir posições de liderança nas principais combinações de marca e geografia e de atuar como produtor de baixo custo na maioria desses mercados", afirmam os autores Chris Zook e James Allen, sócios da Bain & Company. Controlada por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Aberto Sicupira, a maior cervejaria do mundo está na companhia de empresas como Nike e Google.

O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2012 | 03h03

FARMÁCIAS

Alta de 80% nas vendas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pôs os medicamentos vendidos sem prescrição médica para trás do balcão, no fim de 2009. Desde então, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), a venda desses remédios em embalagens maiores, e mais caras, cresceu 80%, segundo levantamento do IMS. "Como o consumidor precisa pedir o item ao balconista, o atendente pega a embalagem maior", diz Aurélio Villafranca Saez, presidente da Abimip. Por conta disso, a Anvisa está revendo a resolução.

AGRONEGÓCIO

Mais uma vez o Nordeste

Uma das marcas mais populares de óleo de soja de Minas Gerais, a ABC, começa a desbravar o mercado nordestino. A Algar Agro, empresa de agronegócios do Grupo Algar, que no ano passado registrou um faturamento de R$ 3 bilhões, inaugura na próxima quinta-feira uma refinaria de óleo de soja em Porto Franco, no Sul do Maranhão, com capacidade para produzir 110 milhões de garrafas por ano. A empresa espera alcançar uma participação de mercado de 10% já no primeiro ano de operação. Isso se Bunge e Cargill, líderes na região, deixarem.

ACADEMIA

Produtos marca Runner

A rede de academias Runner está negociando com empresas de bens de consumo e grandes varejistas o lançamento de produtos com sua marca. A empresa quer vender roupas de ginástica, suplementos alimentares e isotônicos em lojas dentro das 22 academias da marca e também em redes de varejo. "Só nas academias temos um público consumidor potencial de 40 mil alunos", diz o fundador da Runner, Mário Moreira. A meta do empresário é colocar os produtos nas lojas em até dois anos.

VAREJO

Brasil é primeiro colocado em potencial de expansão

Pelo segundo ano consecutivo o Brasil foi apontado pela consultoria ATKearney como país emergente com mais oportunidades de expansão para empresas globais de varejo. Em segundo lugar vêm o Chile, seguido da China, do Uruguai e da Índia. O ranking da ATKearney lista 30 países, dos quais sete são da América Latina.

No Brasil, para cada R$ 100 gastos com passagens aéreas, hospedagem e aluguel de carros, R$ 58 são pagos por um CNPJ. É a força do mercado de viagens corporativas, que movimenta R$ 42 bilhões por ano. O que não falta é um batalhão de outros CNPJs (operadoras de turismo, companhias aéreas, agências de viagens) tentando abocanhar uma fatia do setor. A Alatur, uma das líderes em viagens corporativas no País, com faturamento de R$ 1,2 bilhão tem garantido sua parte no mercado desde 1991, sem grandes confrontos com as concorrentes. Mas agora decidiu partir para o ataque.

A Alatur está passando por uma mega reestruturação. Onde vocês

querem chegar?

Em 2003, a empresa era essencialmente uma agência de viagens corporativas que tinha 100 funcionários e faturava R$ 100 milhões por ano. Desde então, começamos a mudar os rumos da Alatur para torná-la uma empresa que gerencia os gastos de viagens nas corporações. Isso envolve novas áreas de negócios, novos serviços e a necessidade de termos um porte maior para atender os clientes. Queremos chegar em 2015 como um grupo e estamos nos profissionalizando para isso.

O que já foi feito de concreto?

No ano passado, contratamos a BM Consultoria para estruturar a governança corporativa na empresa. Acabamos de montar um conselho de administração e em 18 meses devemos ter um CEO. Também estamos em negociações avançadas para receber o aporte de um sócio investidor.

Em que novos negócios vocês estão entrando?

Criamos uma área para atender exclusivamente o setor de energia, por exemplo, e abrimos duas lojas em shoppings para viagens de lazer.

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