?Quero cometer erros novos?, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ao discursar para uma platéia de investidores e analistas na Conferência Brasil 2003, promovida pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, prometeu não repetir erros do passado em termos de política econômica. "Antes de assumirmos o governo tivemos a preocupação de estudar a história econômica do Brasil, que é riquíssima em invencionices econômicas. Isso gerou prejuízos. Portanto, não queremos cometer erros do passado. Quero cometer erros novos", afirmou.Ele fez esta declaração quando foi perguntado se uma taxa de câmbio perto de R$ 3,00 por dólar não prejudicaria os ganhos da balança comercial do País. Palocci disse que fixar o câmbio foi um dos erros do passado. "Isso já levou à ruína alguns países da América Latina."Segundo o ministro, o ajuste das contas externas pelo qual o País passou em 2002 mostrou a força da economia brasileira, uma vez que muitos países passaram pelo mesmo processo e sofreram contração do PIB de até 15%. "O Brasil viveu uma reação de força econômica real baseada no agronegócio e nas indústrias, o que fez com que esse ajuste nas contas externas tenha sido operado de maneira espontânea no processo econômico", afirmou. Ele citou a redução do déficit em conta corrente, de 4,7% do PIB para menos de 1% do PIB este ano. "É nesta força que confiamos para ajustar as nossas contas externas e não apenas no câmbio."Em razão do aumento da produtividade criada pelo agronegócio, que permitiu um ajuste das contas externas sem contração econômica, Palocci disse não se preocupar com a atual valorização do real em relação ao dólar. "Por isso não me preocupo que a eventual valorização do câmbio desarmará esse potencial econômico e o equilíbrio conquistado nas contas externas."

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