Marcos Corrêa/Presidência da República
Marcos Corrêa/Presidência da República

'Quero ser conhecido como o presidente que fez as grandes reformas', diz Temer

Após greve geral, presidente diz que reformas trabalhista e da Previdência vão ajudar a gerar empregos; população desocupada atingiu recorde de 14,2 milhões de pessoas, mas Temer já diz ver reversão

José Roberto Gomes, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2017 | 00h08

SÃO PAULO - O presidente da República, Michel Temer, voltou a defender a reforma trabalhista, aprovada nesta semana na Câmara dos Deputados. "Vai dar maior segurança jurídica para o empregador e o empregado. Estamos fazendo isso para reformar o Brasil e gerar emprego", disse em entrevista ao "Programa do Ratinho", do SBT, gravada durante a semana e veiculada na noite desta sexta-feira.

De acordo com Temer, a reforma da Previdência não traz "nenhum" prejuízo aos mais pobres. Além disso, "quem já se aposentou não perde nenhum direito", frisou. Com relação à aposentadoria rural, o presidente comentou que o governo está "mantendo basicamente o que existe". "Ouvimos o Congresso Nacional, que disse que não poderia negociar (a aposentadoria rural). A questão do trabalhador continua igual, sem prejuízos."

Ainda em relação à reforma da Previdência, tema que ocupou a maior parte dos 30 minutos de entrevista, Temer disse que haverá "igualdade" entre funcionários públicos e privados. "Políticos não terão aposentadoria diferenciada. Essa reforma deveria ter acontecido há 10 anos. Alguns países tiveram de congelar salários de servidores e de aposentados por quatro ou cinco anos para realizar a reforma da Previdência."

Para o presidente, caso tal reforma não passe no Congresso, o "desemprego não vai diminuir".  "O desemprego já está caindo e cairá substancialmente mais após a reforma da Previdência." Por fim, Temer garantiu que aposentados com até dois salários mínimos poderão acumular pensão por morte.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 28, indicam que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 13,7% no trimestre encerrado em março de 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Com isso, a população desempregada atingiu o recorde de 14,2 milhões de pessoas.

Contribuição sindical. Indagado sobre o fim do imposto sindical, Temer desconversou. "Não entrei nessa história, quando remetemos o projeto de reforma, não tocamos no assunto. Isso foi acordados entre patrões e empregados. Não cogitamos imposto sindical, mas lá no Congresso pediram a eliminação, que será debatida."

Para o presidente, "o povo quer política de resultados". "Se o teto dos gastos der certo com a reforma da Previdência, e o emprego voltar, isso é resultado", avaliou. Para ele, "o emprego volta quando completarmos as reformas da Previdência e trabalhista". "Quero ser conhecido como o presidente que melhorou as condições econômicas, que fez as grandes reformas, que permitiu que os próximos governos não encontrem o País como encontramos", concluiu.

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