Questão agora é saber quanto vai aumentar a Selic, diz economista

Questão agora é saber quanto vai aumentar a Selic, diz economista

A ata do Copom teve um tom muito mais forte do que o documento divulgado em fevereiro. "Transfere a dúvida a respeito da decisão de abril do "se" para o "quanto". Quer dizer, vai haver um ajuste em abril. A questão é de quanto", afirmou a economista-chefe da Rosenberg Consultores Associados, Thaís Zara, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo. A analista avalia que é possível perceber na ata que o Copom ainda está indeciso sobre a magnitude de aperto que deve ser definido na reunião de abril.

Nalu Fernandes e Patrícia Lara, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2010 | 00h00

O parágrafo 30 do documento divulgado cita o consenso entre os membros do Comitê "quanto à necessidade de se adequar o ritmo do ajuste da taxa básica". De acordo com a analista, enquanto a ata realça que houve consenso de que há necessidade de implementar um ajuste na taxa, este trecho citado do documento ilustra que o tamanho da alta vai depender muito do cenário até a reunião de abril.

Na avaliação de Zara, os dados de atividade devem continuar muito fortes, como já ilustram os números do mercado de trabalho e também do crédito, o que poderá fazer com que haja uma "alta um pouco mais forte já no início desse ciclo de aumento de juro". Por enquanto, a economista trabalha com previsão de alta de 0,5 ponto porcentual da Selic na reunião de abril, mas reitera que o tamanho "pode variar conforme os dados de atividade".

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