Questão fiscal é maior risco à nota do Brasil, diz S&P

Uma postura fiscal relaxada por muito tempo será o maior risco para os ratings do Brasil, alertou nesta terça-feira a agência de classificação de risco Standard and Poor's.

REUTERS

08 de dezembro de 2009 | 19h31

A S&P reafirmou a nota brasileira em "BBB-", com perspectiva estável.

Os formuladores de política do Brasil serão desafiados a retirar, durante o ano eleitoral, as recentes medidas de estímulo que permitiram uma rápida recuperação da economia brasileira, disse a S&P em comunicado.

"O compromisso do governo com a prudência fiscal continua sendo um elemento chave em nossa análise do rating, uma vez que os indicadores fiscais do Brasil ainda se mostram fracos", afirmou a agência de risco.

"Uma postura fiscal relaxada por muito tempo prejudicará a dinâmica da dívida governamental, complicará a política monetária e elevará a dependência do país de recursos externos", acrescentou a S&P.

Ofuscando a fraqueza do Brasil no campo fiscal e dando suporte às notas de crédito do país está a forte posição da dívida externa brasileira, bem como a melhora nas perspectivas de crescimento e a aproximação a políticas pragmáticas, considerou a agência.

A S&P prevê crescimento de 5,8 por cento para a economia brasileira em 2010 e expansão de 0,5 por cento neste ano.

A conta corrente registrará déficits na faixa de 2 a 3 por cento ao longo dos próximos três anos, segundo estimativas da Standard and Poor's, mas os investimentos estrangeiros diretos (IED) devem continuar financiando ao menos três quartos do "rombo", reduzindo a dependência do país de ingressos externos.

(Por Walter Brandimarte)

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