Químicos e farmacêuticos de SP querem 15% de reajuste salarial

Os cerca de 100 mil trabalhadores do setor químico e farmacêutico do Estado de São Paulo vão reivindicar reajuste salarial de 15% na campanha desse ano, sendo 6,5% a título de reposição inflacionária; 4,5% de recomposição de perdas acumuladas nos últimos dez anos; e o restante refere-se a aumento real de salário.A pauta da campanha salarial comandada pela Federação dos Trabalhadores da Indústria Química e Farmacêutica do Estado de São Paulo (Fequimfar), filiada à Força Sindical, foi definida hoje, após reunião realizada em São Paulo. A data-base da categoria é 1º de novembro e, segundo o secretário-geral da Fequimfar, Sérgio Luiz Leite, foi definida rapidamente para que os 33 sindicatos do setor ligados á federação realizem as assembléias de aprovação da pauta até o final de setembro. "Devemos entregar a pauta ao empresariado após a eleição municipal, em 5 ou 6 de outubro", informou.Segundo Leite, o momento econômico do País favorece a adoção de uma campanha de reivindicação de recuperação de perdas passadas e aumento real de salário. "Teremos prazo suficiente para convencer os trabalhadores, em assembléias, de que esse é o momento certo para fazermos uma campanha forte em busca de ganhos reais", observou.Além do reajuste salarial, os trabalhadores vão cobrar redução da jornada de trabalho média do setor de 44 horas semanais para 40 horas semanais, sem redução de rendimentos. A proposta envolve ainda sobretaxar horas extras para forçar as indústrias a retomar contratações. Outra exigência definida na reunião de hoje foi a de elevar o valor mínimo a ser recebido a título de Participação dos Lucros e Resultados (PLR), alterando a convenção coletiva, de R$ 380 para R$ 600, piso salarial da categoria. "Também exigiremos a manutenção de cláusulas sociais e trabalhistas e queremos ainda discutir a redução da diferença de valores recebidos entre homens e mulheres pelo mesmo trabalho. No setor, as mulheres recebem em torno de 40% a menos do que os homens", acrescentou.

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