Quinto dia na OMC termina com princípio de acordo em Doha

Negociadores de cerca de 30 países concordam que discussões apontam para salvar a rodada de negociações

Efe,

25 de julho de 2008 | 16h28

Os negociadores de cerca de 30 países concluíram nesta sexta-feira, 25, o quinto dia de reuniões com uma aproximação nas posições nas áreas agrícola e industrial e concordaram que tudo aponta que um acordo para salvar a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) está se endireitando.   Veja também: Rodada Doha: entenda o que está em jogo em Genebra Reunião acabou com sinais 'animadores', diz porta-voz da OMC UE oferece ao Brasil acordo sobre etanol na OMC 'Próximas 24 horas são cruciais', diz diretor-geral da OMC Brasil terá que convencer Índia e Argentina por acordo na OMC Entenda a crise dos alimentos    Ministros de mais de 30 países se reuniram nesta sexta para serem informados dos progressos realizados em um encontro prévio ocorrido entre Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, Japão, Índia e União Européia (UE).   Ao contrário de dias anteriores, o ânimo foi muito mais positivo e se falou claramente da possibilidade de um acordo, embora também se tenha advertido de que há questões importantes que ficaram pendentes.   Os negociadores mostraram mais otimismo em relação a um desfecho favorável para a Rodada Doha. "Acredito que a situação mostra-se positiva. Podemos ficar bastante esperançosos agora", afirmou Peter Mandelson, comissário de Comércio da União Européia (UE), aos jornalistas.   "O que está emergindo é um acordo que não é perfeito, não é lindo, mas é bom para a economia mundial e bom para o desenvolvimento", afirmou. Segundo ele, houve bastante progresso nas discussões em torno de um novo pacto para o comércio global. "Acho que há um consenso surgindo agora", disse.   O Ministro de Comércio da Índia, Kamal Nath, também falou em consenso, embora tenha ponderado que não há nenhum acordo fechado até agora. "Não há acordo, mas existem certas áreas de interesse, certas áreas de consenso", afirmou Nath. "Em áreas que afetam o sustento e a segurança, que afetam a pobreza, não há acordo, não há consenso. Nas áreas que aumentam a prosperidade, há alguns consensos", divagou o ministro indiano.   (Gerson Freitas Jr., da Agência Estado)

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