Quórum modesto e saia justa marcam painel sobre Brasil em Davos

Episódio reforça a percepção do desempenho apático do País no Fórum Econômico Mundial 

Daniela Milanese, de O Estado de S. Paulo,

28 de janeiro de 2011 | 15h33

O painel sobre o Brasil, realizado na manhã desta sexta-feira, 28, em Davos, não foi dos mais concorridos, o que reforça a percepção da participação apática do País no Fórum Econômico Mundial. O quórum foi moderado, até porque a discussão sofreu a "concorrência" do discurso do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, realizado no mesmo horário.

Junto com os diversos elogios na área econômica recebidos de participantes internacionais, como o presidente do Citi, Vikram Pandit, o evento registrou uma saia justa. Durante a sessão de perguntas, o economista venezuelano Ricardo Hausmann, da Universidade de Harvard, levantou-se para questionar a atitude brasileira em casos de direitos humanos, como o relacionamento com a Venezuela de Hugo Chávez, arrancando alguns aplausos da plateia.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, respondeu que o País tem participado de iniciativas para promover a estabilidade na região, como a atuação na Unasul e no Haiti. Também citou o passado da presidente Dilma Rousseff de combate à ditadura como exemplo de amadurecimento da democracia.

O painel contou com a participação da delegação brasileira: o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, além de Patriota, formando a equipe mais técnica do governo em Davos.

A presença do Brasil no Fórum Econômico Mundial é tímida neste ano, principalmente se comparada à atuação dos outros integrantes do Bric - Rússia, Índia e China. O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, abriu o encontro, enquanto Índia e China realizam vários eventos no resort de esqui suíço. A participação de empresas nacionais também é modesta, com Petrobrás, Embraer, Braskem e Itaú.

 
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