Racionamento de energia começa na Argentina

O racionamento de energia já começou na Argentina. Embora o governo tenha desmentido, na manhã de ontem, que não haveria racionamento, no final da tarde do mesmo dia, os argentinos foram pegos desprevenidos com a redução de 5% da voltagem de energia no sistema, baixando a potência de 220 para 209 volts. Como uma consequência direta da falta de gás que afeta boa parte do país, desde o final de janeiro, a redução da tensão elétrica é uma tentativa desesperada do governo para economizar uns 350 MW de demanda elétrica do sistema. Esse é o primeiro passo do programa de racionamento da Cammesa, órgão regulador do setor, e tenta evitar que se chegue ao segundo: os apagões programados, os quais teriam um forte impacto negativo para o presidente Néstor Kirchner, semelhante ao que sofreu o ex-presidente Raúl Alfonsín, em 1989, quando os apagões eram o grande tormento da população, antes da chegada da hiperinflação. Acordo com a Venezuela Kirchner e o presidente da petroleira estatal venezuela, Alí Rodríguez, assinaram um acordo emergencial de cooperação, ontem à noite, pelo qual a Argentina receberá óleo combustível e gasolina e enviará produtos agricolas à Venezuela. De acordo com o ministro de Planejamento, Julio De Vido, os primeiros carregamentos de combustível da Venezuela chegarão dentro de 30 dias. Pelo convênio, a Argentina receberá 700 mil toneladas de óleo combustível que duraria cerca de nove meses, conforme o consumo atual, e permitirá a substituição do gás natural nas usinas elétricas. As geradoras de energia elétrica consomem por dia 30 milhões de metros cúbicos de gás e 2.600 toneladas de óleo combustível importado das destilarias da Petrobras, no Brasil. A intenção do governo é reduzir o consumo de gás e abastecer as usinas com o óleo combustível venezuelano.

Agencia Estado,

30 Março 2004 | 08h29

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