Racionamento de energia no Sul é descartado

Um possível racionamento de energia elétrica na região Sul está praticamente descartado, não só pelo governo federal, como também na opinião de analistas do setor. A crise hidrológica do Rio Grande do Sul - cujos níveis de armazenagem estão na casa dos 20%, devido à seca de assola a região - tem sido minimizada pelo envio de cerca de 5 mil megawatts (MW) por dia do Sudeste para o Sul do País. Na semana passada, foi registrado pela Operadora Nacional de Sistema Elétrico (ONS) o maior envio de capacidade, 5,4 mil num só dia, ante uma média de 4,6 mil no mês passado. Na opinião do presidente da Excelência Energética, José Said de Brito, o Sudeste, que apresenta 74% de armazenamento na semana passada, tem condições suficientes de atender satisfatoriamente a região vizinha, já que sua capacidade varia entre seis mil e sete mil MW por dia. Ele também criticou a possibilidade de implantação de novas linhas de transmissão no Sul, pois isso "poderia elevar os custos da distribuição", já que estas linhas seriam subutilizadas quando viesse o período de chuvas, devido à pequena capacidade de armazenamento dos reservatórios do Sul. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, que assim como Said, participou ontem do Energy Summit, no Rio, disse que está tranqüilo com relação à crise no Sul. "Tudo o que deveria estar sendo feito, já está sendo feito", disse, se referindo ao envio de energia para a região Sul.O diretor da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), César de Barros Pinto, confirmou que, apesar do Sul viver umas das piores secas dos últimos setenta anos, o abastecimento é garantido pela região Sudeste.Este texto foi atualizado às 15h21.

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