Racionamento de energia termina amanhã

A partir de amanhã, o País estará livre do racionamento de energia elétrica que obrigou a população a viver uma rotina diferente nos últimos nove meses. Passada a fase da economia obrigatória de energia, os moradores das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste poderão gastar eletricidade sem se preocupar em cumprir metas de consumo nem com o risco de ter o fornecimento de luz cortado por gasto excessivo. Também perde a validade a cobrança da sobretaxa pelo consumo além da meta. A economia de energia durante o período em que o racionamento esteve em vigor foi de 26 mil MWh, incluindo a redução no consumo registrada na região Norte, que saiu do racionamento no dia 1º de janeiro. O total de energia economizada corresponde ao consumo, durante um ano, de 7,2 milhões de residências que gastam em média 300 KWh por mês. A redução daria também para abastecer pelo prazo de doze meses três Estados do porte do Espírito Santo. Com a cobrança da sobretaxa daqueles que gastavam energia além da meta estabelecida pelo governo, as distribuidoras arrecadaram R$ 431,7 milhões. O total de bônus pago àqueles que economizaram mais que o necessário foi de R$ 832,9 milhões, sem contar o bônus que ainda será pago no mês de março. A diferença entre arrecadação e pagamentos será coberta pelo Tesouro Nacional. A decisão da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) de decretar o fim do racionamento foi tomada no último dia 19, quando os reservatórios que abastecem as usinas hidrelétricas alcançaram os níveis de segurança determinados pelo governo. Ontem, o volume de águas nas barragens do Nordeste chegou a 55,53% da capacidade máxima, 6,6 pontos porcentuais acima do limite de segurança. No Sudeste e Centro-Oeste, o nível dos reservatórios chegou a 62,95% da capacidade. A previsão é de que em todas as regiões que estiveram sob racionamento, o nível dos reservatórios chegue a 70% no fim de março. Apesar da iminência do fim do racionamento, a população continuou economizando energia no mês de fevereiro. Até o último dia 27, a média de consumo ficou abaixo da meta 3,4% no Sudeste e no Centro-Oeste e de 3,52% no Nordeste. A expectativa do governo é a de que a população continue economizando em torno de 7%, mesmo com o fim da economia obrigatória, em consequência da mudança de hábitos de consumo e da troca de equipamentos que ocorreu em residências, comércio e indústrias.

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