Racionamento deve terminar em 1º de março

O presidente Fernando Henrique Cardoso deverá anunciar amanhã o fim do racionamento de energia no País, oito meses depois de seu início, em junho passado. O ministro de Minas e Energia, José Jorge, explicou hoje que existem duas possibilidades de datas para o fim das medidas: amanhã ou no dia 1º de março. A decisão final será tomada em uma reunião da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), com o presidente, marcada para amanhã de manhã."Eu diria hoje que o mais provável seria terminar no dia 1º de março, com 51% de chance", afirmou o ministro. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou à GCE o último balanço sobre o racionamento de energia e a situação dos reservatórios que abastecem as usinas hidrelétricas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, que servirão de base para propor o fim do racionamento.No domingo, os reservatórios que abastecem as usinas hidrelétricas do Nordeste estavam a apenas 0,41 ponto porcentual do limite de segurança definido pelo governo, que garantirá o abastecimento de energia ao longo do ano até o início do período chuvoso em novembro, sem a necessidade de recorrer às usinas térmicas de emergência. Segundo o ONS, o nível das barragens na região chegou a 47,80% da capacidade máxima. A expectativa do governo é que as águas das chuvas mais recentes cheguem aos reservatórios da região e que o nível de segurança seja alcançado ainda hoje. A situação dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste está mais tranqüila. O nível das barragens nessas duas regiões alcançou 56,43% da capacidade máxima, o que representa 3,22 pontos porcentuais acima da curva-guia superior."A curva superior representa o limite acima do qual nenhuma restrição ao consumo será justificada, mesmo sem a geração das usinas térmicas e ainda na hipótese da ocorrência do pior ano do histórico das vazões", afirmou o presidente da GCE, ministro Pedro Parente, em nota na semana passada. Segundo ele, essas curvas foram calculadas "considerando a ocorrência de vazões com 61% da média histórica - índice correspondente ao pior ano de chuvas?. Até o domingo essa média estava em 116% da média dos últimos 70 anos.Mesmo com a perspectiva do fim do racionamento, a população continua economizando mais energia do que o limite determinado pelo governo. No domingo, o consumo nas regiões Sudeste e Centro-Oeste foi de 19.570 megawatts (MW) médios, para uma meta de 23.500 MW médios. A média gasta em energia nas duas regiões desde o início do mês está 5,88% abaixo da meta de consumo. No Nordeste, foram consumidos 4.820 MW médios, para uma meta de 5.400 MW médios. Do dia 1º a 17 de fevereiro, o gasto foi, em média, de 6,83% abaixo da meta.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.