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Racionamento não altera investimento de cias

As principais companhias abertas do País não vão alterar seus planos de investimentos para este ano por causa do racionamento de energia. De 15 empresas ouvidas pela Agência Estado, nove delas - 60% do total - afirmaram que não mudaram suas perspectivas. Entram nesta lista a Petrobrás, as companhias Siderúrgica de Tubarão (CST), Petroquímica do Nordeste (Copene), Siderúrgica Nacional (CSN) e Paranaense de Energia (Copel), além de Embraer, Telemar, Gerdau e Votorantim Celulose e Papel (VCP).O gerente executivo de Relações com Investidores da Petrobrás, Luiz Fernando Nogueira, lembrou que a companhia pretende investir US$ 30 bilhões até 2005. Desse total, 7% irá para os setores de gás e energia. "Podemos antecipar algum investimento, mas sem mudança na cifra total", adiantou. Segundo ele, a estatal possui um cronograma de investimentos em eletricidade montado desde 1999. "A crise em si não afeta o programa, que prevê a construção de 29 termoelétricas." A Petrobrás tem 30% em todos os projetos. Nogueira ressaltou ainda que a Petrobrás é "basicamente auto-suficiente em geração de energia". As plataformas marítimas geram toda a sua energia, o que não ocorre com todas as unidades terrestres, que correspondem a apenas 5% de todas as plataformas da empresa.O diretor de Relações com Investidores da CST, Leonardo Horta, lembrou que a energia elétrica é um fator essencial para o bom andamento da produção siderúrgica. "Não mudamos nenhuma projeção de investimentos e nossos planejamentos não serão afetados pelo racionamento", ressaltou. A companhia está na confortável posição de vendedora da energia excedente. "Vendemos 15% do total que geramos, de 225 megawatts por hora." Os problemas nacionais com energia, entretanto, fizeram com que a empresa decidisse antecipar a instalação de sua quarta termoelétrica em três meses, para o início de 2003.O assessor de Relações com Investidores da Copene, Carlos Augusto Freitas, afirmou que o setor petroquímico "não pode ficar à mercê de fatos pontuais". Segundo ele, a empresa faz investimentos de médio e longo prazos, que não podem parar por causa do racionamento. A companhia pretende investir R$ 310 milhões em 2001 no aumento de sua capacidade de produção e no incremento de seu sistema de logística.Entre as empresas, apenas Cemig e Globocabo esperam reduzir investimentos no ano. A Cemig cortará 20% dos R$ 813,9 milhões previstos, e a Globocabo reduzirá em 20% sua previsão de R$ 400 milhões. A única empresa que decidiu aumentar investimentos é a AmBev, que incluirá mais R$ 35 milhões nos R$ 450 milhões previstos, para comprar geradores.

Agencia Estado,

07 de junho de 2001 | 09h24

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